Novamente, o cenário econômico brasileiro se deteriora de forma visível, o que tende a frustrar a expectativa de que a taxa Selic, do Banco Central, pudesse cair de modo mais consistente ao longo deste 2026.
O que parecia um ciclo de afrouxamento monetário controlado deu lugar, em poucas semanas, a um estreitamento dramático do espaço para alívio.
Os fatores externos ajudam a explicar o aumento do risco inflacionário. Como resultado do conflito no Oriente Médio, o barril de petróleo Brent tem se mantido acima de US$ 90, elevando os custos de diesel, fertilizantes e de insumos industriais em geral.
Ao mesmo tempo, o fenômeno climático El Niño promete impacto na produção e nos preços de alimentos. Projeções de mercado já apontam para encarecimento da alimentação no domicílio em torno de 7%, o dobro do esperado no início do ano.
A isso se soma a força inesperada da economia americana. Dados robustos de emprego nos Estados Unidos reduzem as apostas de corte agressivo de juros pelo Federal Reserve, o que pode valorizar o dólar ante o real, como tem sido o caso nos últimos dias.














