Embora a suspensão dos ataques entre Israel e Irã tenha aliviado os preços do petróleo, que recuam na manhã desta terça-feira, a persistência do conflito no Oriente Médio mantém as preocupações inflacionárias e sustenta um movimento de reprecificação dos juros globais. Assim, cresce entre os agentes financeiros a percepção de que o Banco Central não apenas está perto de encerrar o ciclo de flexibilização monetária, mas que o próximo passo da política monetária poderá ser uma nova alta da Selic. Em meio às preocupações com as taxas mais altas, os investidores seguem atentos aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio, que já dura mais de três meses. Além das divergências entre Washington e Teerã, a relação entre o presidente americano, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também permanece no radar do mercado, diante de sinais de desacordo sobre os próximos passos do conflito. Ontem, o site Axios informou que Trump teria alertado Netanyahu de que Israel poderá acabar enfrentando o Irã sem apoio americano caso retome operações militares em larga escala, segundo autoridades dos dois países. A notícia reforça as dúvidas sobre a trajetória da guerra em um momento em que o petróleo Brent segue oscilando acima dos US$ 90 por barril. Por volta das 8h, o preço do petróleo Brent para entrega em agosto cedia 1,95%, a US$ 92,42 por barril, em Londres, enquanto o WTI para julho recuava 2,21%, a US$ 89,28 por barril. No mesmo horário, os futuros dos índices de Nova York avançavam, com o S&P 500 em alta de 0,44% e o Nasdaq subindo 0,74%. Os contratos futuros também eram apoiados pela recuperação do setor de tecnologia após a forte realização observada nas últimas sessões. O movimento ocorre em uma semana marcada pelo entusiasmo com a inteligência artificial, após a OpenAI, criadora do ChatGPT, ter protocolado confidencialmente um pedido de oferta pública inicial (IPO) nos Estados Unidos, segundo a Reuters, poucos dias antes da aguardada estreia da SpaceX na bolsa nesta sexta-feira. Na agenda desta terça-feira, o Tesouro Nacional ofertará títulos pós-fixados ao mercado, enquanto investidores acompanham a divulgação da balança comercial dos Estados Unidos referente a abril.
Manhã no mercado: Petróleo recua, mas guerra no Oriente Médio mantém pressão sobre juros globais
Cresce percepção de que o Banco Central não apenas está perto de encerrar o ciclo de flexibilização monetária, mas que o próximo passo da política monetária poderá ser uma nova alta da Selic
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