Novos ataques de drones no Golfo Pérsico mantêm os preços do petróleo em alta nesta segunda-feira, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumenta a pressão sobre o Irã ao afirmar que Teerã “precisa agir rapidamente, ou não restará nada do país”. Em meio ao impasse, o Paquistão compartilhou com os Estados Unidos uma proposta revisada do Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio, disse uma fonte paquistanesa à Reuters nesta segunda-feira, enquanto as negociações de paz pareciam continuar estagnadas. A escalada das tensões no Oriente Médio amplia a aversão global a risco, em um ambiente marcado pela alta dos rendimentos dos Treasuries (títulos do Tesouro americano), pela queda das bolsas internacionais e por preocupações de que a disparada do petróleo leve bancos centrais ao redor do mundo a manter juros elevados por mais tempo. Os investidores também aguardam os resultados da Nvidia nos próximos dias, em meio ao receio de que “valuations” (avaliações) esticados no setor de tecnologia aumentem a volatilidade dos mercados globais. Por volta das 8h, o rendimento da T-note de dez anos avançava de 4,596% para 4,608%. Em Wall Street, o futuro do S&P 500 recuava 0,39%, do Dow Jones cedia 0,64% e o do Nasdaq caía 0,34%. Na Europa, o Stoxx 600 recuava 0,30%. No mercado de petróleo, o Brent para julho subia 1,15%, a US$ 110,51 por barril, em Londres, enquanto o WTI para o mesmo mês avançava 1,39%, a US$ 102,42 o barril, em Nova York. Ambos os contratos acumulam valorização próxima de 80% no ano, em meio aos temores de interrupções no fluxo de petróleo na região do Golfo. Com a correlação entre petróleo e juros domésticos ainda elevada, a expectativa é de pressão sobre os ativos locais ao longo do pregão desta segunda-feira, especialmente em um cenário de aumento do ruído eleitoral. Embora a pesquisa Datafolha não tenha captado uma deterioração relevante na percepção sobre a viabilidade da pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro vir à tona, o episódio segue no radar dos investidores e adiciona mais um elemento de cautela aos mercados locais. Além do cenário geopolítico e das incertezas políticas domésticas, os investidores acompanham nesta segunda-feira a atualização das projeções de inflação no Boletim Focus e a divulgação do IBC-Br de março, após uma semana marcada por indicadores econômicos relevantes no Brasil e no exterior.
Manhã no mercado: Escalada das tensões no Oriente Médio amplia aversão a risco e pressiona bolsas globais
Com a correlação entre petróleo e juros domésticos ainda elevada, a expectativa é de pressão sobre os ativos locais ao longo do pregão desta segunda-feira, especialmente em um cenário de aumento do ruído eleitoral











