O preço do petróleo voltou a superar US$ 110 após 13 dias. O barril Brent, referência mundial, chegou a ser vendido a US$ 111,99 na sessão desta segunda-feira (18), alta de 2,5%, em relação ao fechamento de sexta-feira (15).

O contrato de julho atingiu o seu maior patamar desde 5 de maio, quando atingiu US$ 114,44. O auge foi alcançado logo no início das negociações no mercado internacional, às 22h15 (horário de Brasília) de domingo (17), quando os contratos eram negociados no mercado asiático.

O barril Brent manteve-se em US$ 111 até as 4h de segunda-feira, quando passou a cair. Às 9h30, o preço já estava em alta de 0,07%, cotado a US$ 109,34. Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, chegou a US$ 104,36, mas caiu a US$ 101,04 às 9h30.

O aumento no começo da sessão desta segunda foi impulsionada pelas perspectivas negativas sobre o fim da guerra entre EUA e Israel contra Irã. Os analistas repercutiam o ataque a uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos ocorrido no domingo, que deixou a possibilidade de um acordo mais distante.

O Irã ainda informou que enviou sua resposta à proposta de paz feita pelos EUA. O Paquistão, negociador entre as partes, confirmou que recebeu o documento e encaminhou aos norte-americanos. "Os pontos destacados são demandas iranianas que tem sido firmemente defendidas pelo país a cada rodada de negociações", afirmou o porta-voz do ministério de Relações Exteriores, Esmail Baqai, nesta segunda.