Como tem sido a regra na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a conduta perdulária com as contas públicas cobra seu preço na forma de juros cada vez mais altos.
Desde maio, dispararam as taxas futuras no mercado, que já não consideram haver mais espaço para cortes na estratosférica Selic, hoje em 14,5% ao ano.
Se tanto, o Banco Central talvez reduza a taxa básica em 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), mas, a partir daí, é muito provável que o país tenha de conviver por muitos meses com o arrocho que onera famílias, empresas e governo.
Na prática, o custo de financiamento do Tesouro Nacional vai ficando cada vez maior. Os juros do título indexado ao IPCA com vencimento em 2032 saltaram de 7,63% para 8,1% ao ano em menos de 30 dias. Trata-se de patamar obviamente insustentável.
Parte da piora recente decerto tem origem em choques globais de oferta que pressionam a inflação: altas de preços de combustíveis, fertilizantes e insumos petroquímicos e industriais, agravadas por tensões geopolíticas.














