Prédio do BRB em Brasília — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/05/2026 - 13:38 STF aprova acordo para salvar BRB e evitar colapso fiscal no DF O acordo firmado no STF para socorrer o BRB previne um impacto fiscal sem precedentes, conforme fontes do governo. Mesmo impopular, a medida foi considerada necessária. O DF poderá comprometer até 16% de sua receita corrente líquida para garantir um empréstimo de R$ 6,4 bilhões do FGC, enfrentando um déficit de R$ 8 bilhões devido a fraudes. A operação envolve grandes bancos e o DF ofereceu contragarantias para o empréstimo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o socorro ao BRB desarma uma bomba que poderia ter um impacto fiscal sem precedentes, essa é a avaliação de fontes do governo federal. Apesar de ser impopular, o entendimento é que essa era uma ação necessária. O governo firmou o pé ao não dar o aval do Tesouro para a operação, mas flexibilizou critérios que permitiu o comprometimento de até 16% da receita corrente líquida do Distrito Federal com empréstimo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que representará a liberação de um montante de cerca de R$ 6,4 bilhões. A operação será afiançada por um pool formado por grandes bancos públicos e privados, como antecipou Míriam Leitão. O governo do Distrito Federal dará como contragarantia as verbas dos fundos de participação do estado (FPE) e dos municípios (FPM). O empréstimo é necessário para reequilibrar o Banco de Brasília após o rombo deixado pelas operações fraudulentas contratadas com o Banco Master. Segundo o presidente do BRB, Nelson Souza, o prejuízo deixado pelas negociações com banco de Daniel Vorcaro é de cerca de R$ 8 bilhões. Vale lembrar, no entanto, que o BRB não publica resultados desde setembro do ano passado. A estimativa era de que caso houvesse a liquidação do BRB - que tem nove milhões de clientes - haveria um impacto de R$ 25 bilhões a R$ 28 bilhões em desembolsos do FGC para os investidores com cobertura do fundo. O acordo estabelece que recursos que venham a ser eventualmente recebidos em ações cíveis e criminais pelo Distrito Federal, bem como recomposição dos prejuízos causados ao BRB ficam comprometidos com o pagamento do empréstimos.