O ajuste nas contas do governo do Distrito Federal requer um corte de 10% nas despesas até o fim do ano, estima o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira. O compromisso com esforço fiscal ganhou peso extra depois do acordo firmado pelas gestões de Celina Leão (PP) e de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para salvar o BRB (Banco de Brasília).

Em entrevista à Folha, o secretário diz que será necessário reduzir ao menos R$ 4 bilhões em gastos para tirar o caixa do Distrito Federal do vermelho. A meta, segundo ele, é corrigir a rota por meio de renegociações de contratos e outras medidas e colocar as contas no azul a partir do segundo semestre, chegando a um superávit de R$ 2 bilhões em dezembro.

"Até fechar o balanço de 2026, eu quero transformar um déficit que era recorrente no GDF num superávit de pelo menos 5% da receita corrente líquida", afirma.

O governo do Distrito Federal fechou 2025 com um rombo de R$ 1 bilhão em seu caixa e, nos quatro primeiros meses deste ano, registrou déficit de R$ 1,9 bilhão.

Foram R$ 13,4 bilhões arrecadados e R$ 15,3 bilhões em despesa empenhada (quando o governo reserva os recursos para futuro pagamento de produto ou serviço), conforme números apresentados por Valdivino na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Isso significa que os gastos empenhados subiram 8,19% em relação ao mesmo período do ano anterior.