Pedido do governo do DF é de R$ 6,6 bilhões, mas a fatura pode ficar na casa dos R$ 5 bilhões O ministro da Fazenda, Dario Durigan, e a governadora do DF, Celina Leão, falam após reunião no STF — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 20:48 Audiência no STF impede colapso do Banco de Brasília com acordo bilionário Uma audiência de conciliação no STF foi crucial para evitar o colapso do Banco de Brasília (BRB). O governo do DF solicitou R$ 6,6 bilhões, mas o valor pode ser ajustado para R$ 5 bilhões devido a restrições legais. A solução envolve contragarantias do FPE e FPM. A negociação, liderada pelo ministro Luiz Fux, trouxe alívio temporário ao BRB, mas há preocupações sobre a gestão anterior e riscos futuros. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) foi um passo decisivo para salvar o Banco de Brasília (BRB) do colapso. Ainda não se pode dizer que o problema está definitivamente resolvido porque até quinta-feira, quando será realizada uma nova reunião, os envolvidos vão finalizar os detalhes para sacramentar o acordo. E os detalhes em Brasília sempre podem complicar. Mas o fato é que o encontro comandado pelo ministro do STF Luiz Fux fez o BRB tirar a cabeça para fora da água e respirar. O governo federal conseguiu participar do processo sem ter que dar aval para uma operação de crédito de um ente que está desenquadrado das regras e que está com problemas por conta da má gestão do seu ex-governador Ibaneis Rocha. Mas apontou o caminho de operacionalizar as chamadas contragarantias, uma espécie de garantia para os bancos que vão dar o aval para a operação de crédito junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Essas contragarantias seriam os fluxos que o DF recebe por meio dos Fundos de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM). Assim, se a administração brasiliense faltar com o FGC, os bancos terão que cobrir a perda e vão recuperar pedindo que a União transfira para as instituições o dinheiro que iria para Brasília. O valor do financiamento ainda vai ser fechado. O pedido do governo do DF é de R$ 6,6 bilhões, mas a fatura pode ficar na casa dos R$ 5 bilhões, por conta de restrições legais que não se sabe ainda se há condições de serem removidas. O DF tem conseguido captar recursos de outras fontes, como a securitização de dívida ativa, operação na qual ele vende para os bancos o direito de receber tributos em situação de inadimplência. Nessa semana, entraram R$ 1 bilhão nos cofres do governo comandado por Celina Leão. Uma solução de consenso assinada no STF gera menos riscos de que não seja cumprida, ainda que sempre haja chance de problemas como um calote seguido de um pedido para que a contragarantia não seja executada, como já aconteceu em algumas situações de dívida dos estados. Ainda assim, se o acordo for mesmo fechado, a chance de descumprimento não é majoritária, mesmo com o STF tendo o costume de aliviar para os estados. Os desmandos no BRB no período em que Paulo Henrique Costa (o ex-presidente do banco responsável pela relação repleta de indícios de corrupção com o Daniel Vorcaro e o Banco Master, conforme as investigações policiais) e Ibaneis Rocha ainda precisam ser mais detalhados. Mas, apesar das falhas em seus controles internos, o BRB é vítima nessa história e um desfecho de liquidação, risco que se tornou concreto algumas vezes ao longo dos últimos meses, seria especialmente danoso para o Distrito Federal e sua economia local. Além disso, poderia atingir outros entes e até o poder Judiciário, por conta dos depósitos judiciais captados pela instituição. Também poderia alimentar dúvidas sobre o sistema financeiro nacional, mesmo sem ser um banco sistemicamente importante. Seja como for, o movimento decisivo foi dado nessa terça. A ver se não haverá mais uma reviravolta no caso até quinta-feira.
Conciliação no STF foi passo decisivo para salvar o BRB
Pedido do governo do DF é de R$ 6,6 bilhões, mas a fatura pode ficar na casa dos R$ 5 bilhões















