Expectativa é que o impasse seja resolvido e permita crédito de R$ 5 bilhões O ministro da Fazenda, Dario Durigan, e a governadora do DF, Celina Leão, falam após reunião no STF — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 20:20 União e DF negociam acordo no STF para empréstimo de R$ 5 bi ao BRB União e Distrito Federal se reúnem no STF para negociar um acordo visando um empréstimo de R$ 5 bilhões para capitalizar o BRB, afetado por operações com o Banco Master. A União pode flexibilizar o limite de crédito do DF, enquanto o DF oferece o FPE e FPM como contragarantia. Os grandes bancos seriam fiadores, cobrindo a dívida se necessário. O acordo busca resolver o impasse e evitar impacto de R$ 20 bilhões no FGC. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A União e o Distrito Federal se reúnem novamente no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira para tentar fechar um acordo que ajude a socorrer o BRB. A audiência de conciliação foi marcada pelo ministro Luiz Fux para às 10h. A intenção do acordo que está sendo costurado é viabilizar um empréstimo para o DF obter recursos para capitalizar o BRB, que precisa fechar um buraco aberto no balanço pelas operações com o Banco Master. A União descartou qualquer garantia à operação, mas sinalizou que pode flexibilizar o limite do DF para operações de crédito sem aval soberano, hoje de R$ 961 milhões, caso haja autorização judicial no âmbito do acordo. Por outro lado, o DF indicou que aceita dar as verbas recebidas via Fundo de Participação dos Estados (FPE) e Fundo de Participação dos Municípios (FPM) como contragarantia. O volume do empréstimo deve ser de R$ 5 bilhões. Nesse desenho, os grandes bancos, públicos e privados, entrariam como fiadores da operação. Ou seja, caso o DF não pague ao FGC, os bancos acertariam a dívida e depois acessariam o FPM e o FPE. Para as instituições financeiras, a operação faz sentido, porque, em caso de quebra do BRB, eles terão que pagar parte da conta, capitalizando o FGC. Segundo estimativas recentes, esse impacto no FGC já se aproxima de R$ 20 bilhões, caso o BRB venha a quebrar. Há dúvidas no mercado, no entanto, sobre a constitucionalidade do bloqueio desses fundos caso seja necessário o acionamento das contragarantias. Já há um pedido do governo do DF ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 6,6 bilhões, mas estava travado devido à falta de garantias firmes da gestão de Celina Leão (PP). A expectativa agora é que o impasse seja resolvido com o acordo com a União mediado pelo Supremo, mas que o valor seja menor, de R$ 5 bilhões. Além do empréstimo, o Distrito Federal deve contar com cerca de R$ 3 bilhões da securitização da dívida ativa para socorrer o BRB. Já entrou R$ 1 bilhão no caixa esta semana referente a quotas adquiridas pelo BTG Pactual e a expectativa é de mais R$ 2,5 bilhões até o fim desta semana, segundo interlocutores próximos às negociações. Nesta quarta-feira, após reunião no Banco Central, o BRB ainda comunicou ao mercado que aprovou uma mudança no plano de aumento de capital para possibilitar aportes parciais até o limite de R$ 8,8 bilhões. Ou seja, permite que a capitalização seja feita aos poucos, e não integralmente. Segundo fato relevante, o ajuste visa a permitir a celeridade no processo de autorização de aumento de capital pelo Banco Central. A instituição de Brasília corre contra o tempo para encontrar uma solução para fechar um buraco no balanço causado pelas operações com o Banco Master. Com o rombo, o BRB fica desenquadrado perante às regras bancárias e ao regulador.