Potenciais fiadores do empréstimo do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para salvar o BRB (Banco de Brasília), os grandes bancos privados ficaram sabendo pela imprensa do acordo e também do desenho da operação intermediados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) com a equipe econômica do governo Lula (PT) e o governo do Distrito Federal.
Mesmo que os termos do acordo sejam concluídos em audiência de conciliação marcada para esta quinta-feira (28), a liberação de um eventual empréstimo solicitado ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos) deve demorar.
Segundo pessoas a par das negociações, do ponto de vista operacional não dá para colocar de pé um empréstimo desse tipo em poucos dias. Cada banco tem uma governança própria e velocidades diferentes para aprovar o financiamento. Além disso, o FGC nunca fez uma linha de assistência a bancos tendo como garantia os fundos de transferências federais para estados e municípios.
O desenho da operação envolve a concessão do valor integral do empréstimo pelo FGC ao governo do Distrito Federal. Um pool de bancos —formado pelas maiores instituições do país, integrantes do chamado S1— concederia uma fiança bancária ao empréstimo do FGC. A operação teria como garantia recursos do Distrito Federal no FPE (Fundo de Participação dos Estados) e FPM (Fundo de Participação dos Municípios).












