PUBLICIDADE Acordo mediado pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), prevê a entrada de um grupo de bancos na operação como fiadores 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sede do BRB — Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/07/2026 - 19:50 Celina Leão negocia empréstimo bilionário para salvar BRB em meio a resistências de bancos privados. A governadora do DF, Celina Leão, busca solução para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões do FGC para capitalizar o BRB, em meio a resistências de bancos privados como Bradesco e Itaú, que exigem garantias do Banco do Brasil e Caixa. A operação, mediada pelo STF, visa cobrir um déficit gerado por operações controversas do BRB com o Banco Master. O prazo para fechar o contrato é até 31 de julho. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), se reúne nesta terça-feira com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em meio a entraves para fechar o buraco aberto no balanço do BRB pelas operações com o Banco Master. O DF tenta fechar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para capitalizar a instituição financeira estatal e enquadrá-la dentro das regras do BC, mas enfrenta resistência de parte dos bancos privados, que entrariam na operação como fiadores. Além de Celina e Galípolo, estarão no encontro na tarde desta terça em Brasília o secretário de Economia do DF, Valdivino Oliveira, o presidente do BRB, Nelson de Sousa, os diretores do BC Ailton Aquino (Fiscalização) e Gilneu Vivan (Regulação; e Organização do Sistema Financeiro e Resolução) e o procurador-geral do BC, Cristiano Cozer. Nesta segunda, Galípolo e os mesmos diretores estiveram com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e seu secretário-executivo, Rogério Ceron. Celina está buscando um entendimento para destravar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões. Pelo acordo fechado com a União no dia 28 de maio, com mediação do Supremo Tribunal Federal (STF), ficou definido que o crédito concedido pelo FGC seria garantido por um sindicato de bancos públicos e privados e teria como contragarantia a parcela do DF do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O ente conta com cerca de R$ 1,6 bilhão nos dois fundos. No entanto, como mostrou O GLOBO, interlocutores afirmam que Bradesco e Itaú perderam interesse pelo negócio e passaram a exigir que Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal apresentem as próprias garantias, o que é considerado inviável pelo governo federal, diante do impacto no balanço dos dois bancos públicos. A avaliação de pessoas envolvidas nas negociações é que, sem a participação das instituições privadas, não há como colocar a garantia para a operação do DF com o FGC de pé. Só após conseguir fechar o contrato de fiança com os bancos, começará a etapa de análise do FGC. Procurados, BRB, Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Caixa informaram que não se manifestariam. Proibição para aumentos, garantia de bancos e flexibilização de regras: Entenda acordo para 'salvar' o BRB A governadora corre contra o tempo para encontrar uma solução para o BRB. Desde que veio a público as suspeitas de operações fraudulentas da instituição com o Master, a estatal vem enfrentando questionamentos do mercado, problemas de liquidez e tem visto as ações perderem valor. Ainda não é público qual é o tamanho do prejuízo, porque a instituição distrital ainda não divulgou o balanço de 2025, que deveria ter sido publicado até 31 de março. Mas, segundo estimativas divulgadas pelo presidente do banco, chega a R$ 8,8 bilhões. O atual prazo que o DF trabalha é assinar o contrato até 31 de julho.
Em meio a dificuldades com empréstimo para salvar BRB, governadora do DF se reúne hoje com Galípolo
Acordo mediado pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), prevê a entrada de um grupo de bancos na operação como fiadores






