PUBLICIDADE Instituição controlada pelo governo do Distrito Federal precisa de aportes para cobrir prejuízos de transações com o Banco Master O ministro da Fazenda, Dario Durigan, e a governadora do DF, Celina Leão, falam de acordo para socorrer o BRB — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 22:11 Governo viabiliza empréstimo de R$ 5 bilhões ao BRB sem garantia da União O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou um acordo com o governo do Distrito Federal para viabilizar um empréstimo de até R$ 5 bilhões ao BRB, visando fechar um rombo no balanço causado por operações com o Banco Master. A proposta envolve o Fundo Garantidor de Créditos e sindicato de bancos, sem garantia da União. O Distrito Federal oferece garantias com recursos dos fundos de participação. A negociação busca superar limitações impostas pelo Tesouro Nacional. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Além do empréstimo de R$ 5 bilhões que pode ser viabilizado com um acordo que está sendo costurado com a União, o Distrito Federal deve contar com cerca de R$ 3 bilhões da securitização (venda) da dívida ativa para socorrer o BRB. Já entrou R$ 1 bilhão no caixa esta semana referente a quotas adquiridas pelo BTG Pactual e a expectativa é de mais R$ 2,5 bilhões até o fim desta semana, segundo interlocutores próximos às negociações. Em relação ao empréstimo, no âmbito do acordo que medicado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), está sendo negociada a flexibilização do limite de operações de crédito do Distrito Federal sem aval da União e o uso das verbas recebidas pelo DF via Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) como contragarantia. Não haverá aval do Tesouro Nacional. Nesse desenho, os grandes bancos, públicos e privados, entrariam como fiadores da operação. Ou seja, caso o DF não pague ao FGC, os bancos acertariam a dívida e depois acessariam o FPM e o FPE. Para as instituições financeiras, a operação faz sentido, porque, em caso de quebra do BRB, eles terão que pagar parte da conta, capitalizando o FGC. Segundo estimativas recentes, esse impacto no FGC já se aproxima de R$ 20 bilhões. Há dúvidas no mercado, no entanto, sobre a constitucionalidade do bloqueio desses fundos caso seja necessário o acionamento das contragarantias. Já há um pedido do governo do DF ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mas estava travado devido à falta de garantias firmes da gestão de Celina Leão (PP). Mas a expectativa agora é que o impasse seja resolvido com o acordo com a União mediado pelo Supremo. O volume do empréstimo permitido, no entanto, deve ser de R$ 5 bilhões, com base em uma resolução do Senado que limita as operações de crédito para entes federativos em um mesmo ano a 16% da receita corrente líquida. Hoje, a gestão de Celina Leão tem de observar um teto muito menor, de R$ 961 milhões, devido o Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal (PAF) a que está submetido pelo Tesouro Nacional. O DF precisa dos recursos para reforçar o capital do BRB e fechar o buraco aberto com as operações realizadas com o Banco Master. Não está claro ainda qual é o tamanho do rombo, porque a instituição distrital não divulgou os resultados de 2025, que deveriam ter sido apresentados até o final de março. A estimativa mais recente, dada pelo presidente do BRB, Nelson de Souza, em fevereiro, era de que seria necessário reservar R$ 8,8 bilhões no balanço para fazer frente as perdas prováveis com os ativos herdados do Master. Uma nova audiência no STF acontecerá nesta quinta-feira, às 10h. De acordo com o presidente do BRB, o objetivo é resolver o buraco no balanço da instituição ainda esta semana. O BRB trabalha com o prazo de sexta-feira para resolver o desenquadramento em que se encontra perante as regras bancárias e ao Banco Central. – A União se comprometeu ao, tão logo se concluir essa negociação, flexibilizar os critérios que envolvem o Plano de Ajuste Fiscal do GDF, que hoje limita em R$ 900 milhões qualquer operação que o GDF poderia tomar, de modo com que esse acordo a gente viabilizaria operação de crédito em volume maior, de modo com que esse acordo a gente viabilizaria operação de crédito em volume maior, com fiança do sindicato de bancos e com contragarantia de fluxo de recursos do Distrito Federal – disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan, após a audiência desta terça.