Governadora do DF diz esperar solução no STF para ‘virar a página’ da crise do BRBDistrito Federal acionou Supremo para obrigar governo Lula a participar de socorro ao Banco de Brasília após Caso Master. Crédito: Agência BrasíliaGerando resumoBRASÍLIA — Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Distrito Federal (DF) negociam um acordo para que bancos públicos e privados sejam avalistas de um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) voltado a cobrir o rombo do Banco Master no Banco de Brasília (BRB), mas sem garantias da União. PUBLICIDADEO assunto foi discutido nesta terça-feira, 26, em reunião entre o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o advogado-geral da União substituto, Flavio José Roman, e a governadora do DF, Celina Leão, com o ministro Luiz Fux no Supremo Tribunal Federal (STF).O governo do DF recorreu ao STF na tentativa de conseguir aval da União no empréstimo e injetar o dinheiro no BRB. Fux é relator da ação. Como o Estadão mostrou, a ação no STF virou a principal estratégia da cúpula do Distrito Federal para socorrer o BRB.Fachadas do Banco do Brasil e Banco BRB (Fonte: Shutterstock/rafastockbr/Reprodução)Durigan destacou que a situação da instituição financeira é grave e segue com investigações em curso, demandando de todos os interessados compromisso e seriedade, do ponto de vista dos compromissos futuros, das operações de crédito e dos compromissos fiscais. Publicidade“Acho que estamos todos muito alinhados nessa diretriz de corrigir erros e passar a ter uma situação melhor daqui em diante”, disse o ministro da Fazenda a jornalistas.Segundo ele, a conciliação vai envolver uma série de tratativas ainda durante esta semana. Uma nova reunião foi marcada para quinta-feira, 28. “Vai ser trabalhada uma operação de crédito a ser tomada pelo GDF (governo do DF) com o Fundo de Garantias, com o FGC (Fundo Garantidor de Crédito), com aval, confiança de um sindicato de bancos, envolvendo bancos públicos e bancos privados, com contragarantias a serem emprestadas pelo Governo do Distrito Federal”, explicou.Durigan afirmou que a União se comprometeu a flexibilizar os critérios que envolvem o plano de ajuste fiscal do governo do DF, que hoje limitam em R$ 900 milhões qualquer operação de crédito que o ente poderia tomar. “Com esse acordo, a gente viabilizaria uma operação de crédito em um volume maior a ser tomada com fiança de um sindicato de bancos e com contragarantia de recursos, de fluxo de recursos do Distrito Federal”.Leia maisSTF vira principal plano do Distrito Federal para cobrir rombo do Master no BRB‘Estamos juntando as nossas vidas’, disse ex-presidente do BRB a Vorcaro após negociar imóveisO ministro disse ainda que eventuais entradas de recursos advindos das investigações que apuram os atos ilícitos que estão na origem do problema deverão recompor os cofres do DF e do próprio BRB. “A população do DF, o BRB, que presta um serviço tão importante, não deveria ser afetada por conta do que aconteceu aqui. Estamos todos muito imbuídos nesse intuito de fechar um acordo quanto antes”, completou.PublicidadeO governo do Distrito Federal pediu socorro da União ao Banco de Brasília (BRB) após o prejuízo causado pelo Banco Master. O DF busca um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e queria que a União fosse avalista da operação. O objetivo é injetar o dinheiro no BRB e cobrir o rombo deixado pelo Master na instituição. A União resiste devido à classificação C na Capacidade de Pagamento (Capag) - uma espécie de indicador de saúde financeira - do DF, que não permite a concessão de empréstimo da União com garantia. Na ação, o governo do DF pede que o Supremo determine à União que se abstenha de exigir a Capacidade de Pagamento (Capag) para dar aval à operação de crédito destinada ao processo de recuperação financeira do BRB. “Na data de hoje, o BRB sai deste momento tão grave que ele viveu por tanto tempo”, disse a governadora Celina Leão após a reunião.