O governo do Distrito Federal pediu para o STF (Supremo Tribunal Federal) suspender a regra que impede o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de dar garantia a uma operação de crédito bilionária para salvar o BRB (Banco de Brasília).

O BRB tenta viabilizar até a próxima sexta (29) uma saída para a crise após operações fraudulentas com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, mas o banco esbarra nas más condições financeiras do governo do Distrito Federal —acionista controlador da instituição, a quem caberia fazer um aporte para fortalecer seu capital.

O governo do DF fechou o ano de 2025 com um rombo de R$ 1 bilhão em seu caixa e tem uma Capag (capacidade de pagamento) insuficiente para conseguir garantia da União em operações de crédito. O aval soberano é decisivo para atrair instituições financeiras e reduzir os custos da operação.

A Capag é a classificação atribuída pelo Tesouro Nacional e serve como um termômetro da saúde das finanças de estados e municípios. A escala vai de A (melhor) a D (pior). Apenas entes com notas A ou B estão habilitados a contratar empréstimos com garantia soberana. É uma forma de limitar os riscos para a União, que fica responsável pelos pagamentos em caso de inadimplência.