O empréstimo que o governo do Distrito Federal pretende tomar para conseguir fazer um aporte no Banco de Brasília (BRB) será inteiramente concedido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Antes se falava em um consórcio de bancos privados que dividiria esse crédito com o FGC, mas no atual esquema aprovado com a mediação do Supremo Tribunal Federal (STF) isso foi descartado. Pelo acordo, a União vai flexibilizar o limite para operações de crédito do DF, hoje de 3% da Receita Corrente Líquida, até o limite de 16%, ou cerca de R$ 6,4 bilhões. É esse volume que o GDF quer tomar com o FGC. Nesse empréstimo, os seis maiores bancos do país, que integram o segmento S1, vão dar uma fiança. Ou seja, participarão da fiança Caixa, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander e BTG. As fatias de cada banco na fiança ainda não estão definidas e com alguns as conversas ainda são muito incipientes, mas a expectativa é que o processo avance rapidamente agora que o acordo foi homologado pelo STF. O empréstimo com o FGC terá dois anos de carência para início do pagamento e 15 anos de prazo, mas a taxa de juros ainda não está 100% definida. “O desenho é que o FGC faz o empréstimo total e os bancos S1 dão a fiança total. Ou seja, o risco estaria com os S1neste esquema. Para o FGC, seria quase que como investir parte do fundo nesses bancos”, diz um interlocutor. “A fatia de cada banco na fiança ainda não está definida. Aliás, não tem nada completamente combinado ainda”, diz outra fonte do setor bancário. Além da fiança, o acordo prevê contragarantias, formadas pelos repasses que o DF teria direito de receber dos Fundos de Participação dos Estados (FPE) e Municípios (FPM). Isso dá menos de R 2 bilhões por ano, o que não cobre todo o crédito de R$ 6,4 bilhões, mas o GDF pode oferecer outras contragarantias, como dividendos e participação acionárias. O governo distrital tem resistido em dar como contragarantia os recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), mas essa alternativa não está totalmente fora da mesa. Fontes apontam que uso das verbas de FPE e FPM poderia ser questionando na Justiça, o que causaria insegurança jurídica. Ainda assim, os bancos acabaram aceitando o acordo porque a União cedeu e permitiu a entrada de BB e Caixa no acordo e também porque não é de interesse de ninguém deixar o BRB quebrar. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse ao Valor que isso teria um impacto de R$ 17 bilhões ao FGC. Agora o GDF e o BRB precisam correr para conseguir a liberação dos recursos o quanto antes. O banco tem um processo de aumento de capital em andamento e o período para exercício do direito de preferência, que terminava nesta quinta-feira, foi prorrogado até 3 de junho. 28/05/2026 15:56:24
Caixa, BB, Itaú, Bradesco, Santander e BTG serão fiadores do empréstimo do BRB junto ao FGC
Fatias de cada banco na fiança ainda não estão definidas e com alguns as conversas ainda são muito incipientes, mas a expectativa é que o processo avance rapidamente












