Câmara do DF em votação de projeto para socorrer o BRB — Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/05/2026 - 20:32 Acordo para salvar BRB gera críticas e preocupações eleitorais A oposição critica o acordo entre governos para salvar o BRB, destacando restrições como congelamento de pessoal e despesas, prejudicando servidores e a população. Judicialização é possível. Enquanto o mercado vê o acordo com otimismo, há preocupação com a transparência e uso de recursos do FPM e FPE. O escândalo do BRB, ligado ao ex-governador Ibaneis Rocha, é foco de críticas, especialmente com a eleição se aproximando. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A oposição criticou o acordo firmado entre o governo do Distrito Federal e o governo federal para salvar o BRB. Além do pagamento do empréstimo, as medidas impedem qualquer aumento de pessoal, seja via reajustes, criação de cargos ou concursos, bem como a criação de despesas obrigatórias, ampliação desses gastos ou concessão de benefícios fiscais. Com isso, opositores da atual gestão avaliam que a população será prejudicada e os servidores do banco também serão afetados. Técnicos estudam o acordo e não está descartada uma judicialização. Acordo para socorro do BRB desarma bomba com impacto fiscal sem precedente, dizem fontes do governoMercado vê com otimismo o acordo para salvar BRB, mas destaca necessidade de governança rígida no banco No pano de fundo está a eleição de outubro. O BRB convive com um rombo deixado pelas operações fraudulentas contratadas com o Banco Master, com aval do ex-governador Ibaneis Rocha. Sua sucessora, Celina Leão, que concorre à reeleição, correu para dar uma solução rápida para o banco, para não chegar à disputa carregando esse passivo político. A oposição, por sua vez, aproveita o momento para apontar as fragilidades da administração local. O deputado Fábio Felix (PSOL) afirmou em postagem no X que a população do Distrito Federal não pode pagar a conta do prejuízo bilionário do Master-BRB. — A gente denunciou esse risco inúmeras vezes, mas o governo Celina/Ibaneis ignorou os alertas e afundou o Banco de Brasília em um escândalo de corrupção sem precedentes. Os servidores públicos, que já sofrem há anos com desvalorização, serão ainda mais penalizados: sem reajuste salarial, concursos travados e serviços públicos cada vez mais sucateados. A deputada distrital Paula Belmonte afirmou que outro ponto de preocupação é o fato de o governo ter oferecido como garantia recursos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e do FPE (Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal). — São verbas que deveriam chegar ao DF para investimentos em saúde, educação e infraestrutura. E, até agora, não sabemos de forma clara e objetiva qual é o tamanho do prejuízo. Transparência e responsabilidade no uso do dinheiro público não são opcionais. O Governo do Distrito Federal deve explicações detalhadas à sociedade sobre como chegamos até aqui, quem autorizou essa operação e quem será responsabilizado pelas consequências. O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) ressalta que os R$ 7 bilhões que serão tomados como empréstimo serão pagos com recursos dos contribuintes de Brasília. — A gente acha importante socorrer o BRB, mas é fundamental saber para onde foram esses recursos e quem são os responsáveis por esse roubo, além de punir os envolvidos. Não dá para quem provocou o rombo do BRB agora posar como se estivesse salvando o banco com dinheiro da população de Brasília.