Atualmente, os EUA são o principal mercado de exportação do segmento, respondendo por mais de 20% das vendas externas totais A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) manifestou preocupação com a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar tarifa adicional de 25% sobre importações de determinados produtos brasileiros, como resultado da investigação sob a Seção 301 da Lei de Comércio americana. Em nota divulgada nesta quinta-feira (16), disse que “permanecerá atuando junto às autoridades brasileiras e aos interlocutores norte-americanos na defesa da ampliação das exclusões aplicáveis ao setor de máquinas e equipamentos”. Atualmente, os EUA são o principal mercado de exportação do segmento, respondendo por mais de 20% das vendas externas totais. No ano passado, embarques brasileiros de máquinas para os EUA somaram cerca de US$ 3,2 bilhões, contra US$ 4,8 bilhões de exportações americanas para o Brasil — superávit para os americanos de US$ 1,6 bilhão. “A nota do USTR [Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos] não é suficiente ainda para termos uma melhor análise ainda da decisão, mas, em termos gerais, não vimos ali exclusão do setor de máquinas e equipamentos. Ele está lá sem nenhuma indicação de exclusão”, disse Patrícia Gomes, diretora executiva de mercado externo da entidade, que participou da audiência pública do USTR na semana passada. Hoje, o cenário tarifário para o segmento é díspar. Boa parte dos produtos já estava sujeita à alíquota de 10%, enquanto derivados de aço enfrentavam taxas de 25% pela Seção 232. A diretora esclareceu que a nova tarifa de 25% não se somará às tarifas da Seção 232. Contudo, o custo pode ser agravado por segunda investigação da Seção 301, sobre trabalho forçado, com decisão esperada para 24 de julho, que pode adicionar outros 12,5% de taxa. “Então agora teria os 25% mais os 12,5%. Então vai se somar”, disse Gomes. Embora a decisão final tenha exceções para aeronaves civis, semicondutores e produtos já sujeitos à Seção 232, afirmou, a medida gera incerteza para o comércio bilateral. O governo americano rejeitou solicitações de isenção para máquinas agrícolas e industriais, equipamentos elétricos e diversos manufaturados. A diretora ressaltou que a entidade aguarda detalhes da autoridade aduaneira para entender a operacionalização da medida. Sobre a estratégia da entidade, Gomes defendeu a manutenção do diálogo e a negociação diplomática em vez de retaliações. “Precisamos entender quais são as bases dessa negociação. Isso, às vezes, fica não muito claro, não muito transparente da parte dos americanos”, disse. — Foto: Pixabay
Com mais de US$ 3 bi em embarques para os EUA, setor de máquinas atuará por exceções
Atualmente, os EUA são o principal mercado de exportação do segmento, respondendo por mais de 20% das vendas externas totais














