A indústria brasileira de máquinas e equipamentos vai fazer uma ofensiva nos Estados Unidos para tentar barrar –ou ao menos reduzir– os efeitos da tarifa de 25% anunciada pelo governo americano sobre o setor.

A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) pretende participar das audiências públicas e consultas abertas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que receberá manifestações até 1º de julho de setores afetados pela sobretaxa. O órgão americano também fará uma audiência pública em 6 de julho, antes da decisão final, prevista para 15 de julho.

À Folha o presidente-executivo da Abimaq, José Velloso, disse que o objetivo será convencer Washington de que a medida não faz sentido econômico e que pode, inclusive, acabar prejudicando as empresas americanas.

Velloso afirmou que o setor já esperava o anúncio da tarifa, que vinha acompanhando os sinais emitidos pelas autoridades americanas, mais preocupadas em beneficiar setores de bens de consumo, como café, carne e suco de laranja. Dias antes da divulgação pelos EUA, a associação havia alertado seus associados de que a sobretaxa estava no radar e provavelmente ficaria entre 20% e 30%.

"Máquinas e equipamentos não é bem de consumo, é bem de capital. Bem de capital não está na inflação", afirmou o executivo.