Trabalhador envolve um palete de móveis com plástico em um armazém de importação em Linden, Nova Jersey — Foto: Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 13:44 EUA ameaçam 21% das exportações brasileiras com novo tarifaço O ministro do MDIC, Márcio Fernando Elias Rosa, alerta que o novo tarifaço dos EUA pode afetar 21% das exportações brasileiras para o país, impactando principalmente os setores de máquinas, plásticos, madeira, papel, calçados e alimentos. Apesar de 54% das exportações estarem isentas, esses setores são vulneráveis se a recomendação se tornar tarifa. O ministro destaca a complexidade nas relações bilaterais, com críticas à influência da família Bolsonaro. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil (MDIC), Márcio Fernando Elias Rosa, disse que a recomendação feita pelo USTR alcançaria hoje em torno de 21% do que o país exporta para os Estados Unidos. Ele explicou que 54% dos produtos exportados para os EUA estão livres do tarifaço. Há outros 25% na seção chamada Seção 232. Os 21% restantes ficariam expostos caso essa recomendação se convertesse em tarifa. Segundo ele, os setores mais atingidos seriam os de máquinas e equipamentos, plásticos, produtos de madeira, esquadrias de madeira, papel, cartão, calçados, ferro fundido, peixes e crustáceos. - Essas são as áreas mais expostas se essa proposta se convertesse em tarifas, coisa que a gente acredita que não vai ocorrer. Segundo o ministro, desde a visita do presidente Lula ao presidente Trump, já houve pelo menos quatro reuniões formais. Assim como outros integrantes do governo, Rosa culpou a família Bolsonaro. - Toda vez que a gente avança surge um complicador, alguém para dificultar o diálogo e aí, muitas vezes, há uma ameaça de retrocesso. (...) Quando o senador Flávio Bolsonaro visita a Casa Branca, como fez na última semana, para patrocinar, por exemplo, a classificação das organizações criminosas como organizações terroristas, ele acaba por produzir um resultado que contraria a ação das nossas polícias, como, por exemplo, da Polícia Federal, que tem que manter relação de atuação cooperada, conjugada com as autoridades norte-americanas.