Setores isentos da nova rodada de tarifas de 25% aplicadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros falam em "alívio parcial" e temem uma nova taxa de 12,5% que pode ser instituída já na semana que vem com base na investigação dos EUA sobre trabalho forçado.
O governo americano anunciou nesta quinta-feira (16) uma taxa de 25% sobre uma ampla gama de produtos oriundos do Brasil, mas deixou de fora 2.100 mercadorias consideradas importantes para o abastecimento do mercado americano. Entre elas, o café, a carne bovina, pescados, suco de laranja e ferro-gusa (matéria-prima do aço).
Paralelamente, o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) concluirá nos próximos dias um procedimento sobre as práticas de 59 países, incluindo o Brasil, para coibir o trabalho forçado. O relatório preliminar da investigação, concluído em junho, sugeriu a aplicação de uma tarifa de 12,5% contra produtos brasileiros.
A investigação sobre o trabalho forçado é vista no setor privado e por especialistas brasileiros como uma forma encontrada pelo governo Trump para substituir as tarifas globais de 10% aplicadas em fevereiro com base na Seção 122. Essas taxas expiram no fim de julho.
Essas tarifas, instituídas após decisão da Suprema Corte de invalidar o tarifaço global anterior, precisariam ser renovadas no Congresso americano, onde a aprovação é incerta.















