O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendou nesta quarta-feira 15 a aplicação de um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, encerrando uma investigação comercial aberta há cerca de um ano contra o Brasil. Segundo o chefe do USTR, Jamieson Greer, o presidente dos EUA, Donald Trump, acatou a recomendação e decidiu oficializar as novas taxas.
A decisão representa uma derrota para a tentativa do governo Lula (PT), de empresas e de entidades empresariais dos dois países de evitar uma nova escalada na disputa comercial entre Brasília e Washington. Até a conclusão do processo, o governo brasileiro manteve negociações com os Estados Unidos e contestou os argumentos usados pelo USTR para justificar a medida.
O alcance efetivo do tarifaço dependerá da definição dos produtos atingidos e das eventuais exceções. Em um primeiro momento, devem ficar de fora das tarifas a carne e o café brasileiros enviados aos EUA.
A primeira reação do Palácio do Planalto deve ser de contestação à medida. O governo considera a sobretaxa injustificada e argumenta que os Estados Unidos mantêm superávit comercial com o Brasil. Na véspera do fim do prazo da investigação, representantes dos dois países realizaram a quinta rodada de conversas desde o encontro entre Lula e Trump, em maio. Em nota, o governo brasileiro afirmou que “a aplicação de qualquer sobretaxa se mostra injusta e não é o caminho para que possamos vir a formular um acordo bilateral mutuamente adequado”.














