As tarifas de 25% anunciadas pelos Estados Unidos na noite terça quarta-feira (15) abriram exceções a produtos que interessam à indústria americana, mas deixaram a conta para parte da indústria brasileira.
Na avaliação do ex-secretário de Comércio Exterior Welber Barral, o tarifaço dificilmente derruba o PIB (Produto Interno Bruto), mas aperta justamente setores que têm menos margem de manobra. "Commodities você redireciona. Móveis e calçados, não", diz em entrevista à Folha.
Alguns setores, segundo ele, podem decidir levar a disputa para os tribunais nos Estados Unidos.
O escritório Barral Parente Pinheiro Advogados, do qual é sócio fundador, representou a indústria de café solúvel e a do ferro gusa nas audiências públicas promovidas pelo governo americano, e os produtos acabaram incluídos na lista de exceções.
O tarifaço será menor do que se imaginava? Qual o impacto dessa nova tarifa?











