Governo Trump anunciou tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Medida entra em vigor no dia 22 deste mês 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bandeira do Brasil e dos Estados Unidos - 25/7/2024 — Foto: Dado Galdieri / Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 07:25 Amcham Brasil critica tarifa de 25% dos EUA sobre exportações brasileiras A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) criticou a tarifa de 25% imposta pelo governo Trump sobre produtos brasileiros, afetando US$ 11 bilhões em exportações da indústria e do agronegócio. A medida, que entra em vigor em 22 de julho, visa práticas comerciais desleais do Brasil e pode impactar o comércio bilateral e investimentos. A Amcham defende diálogo entre os governos para mitigar os efeitos e evitar novas tarifas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após o anúncio do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre cerca de 3 mil produtos brasileiros, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) afirmou, nesta quinta-feira, que a medida deve afetar mais de US$ 11 bilhões em exportações da indústria e do agronegócio, classificando a decisão como um resultado "muito negativo" para a relação bilateral entre os dois países. A sobretaxa entra em vigor no dia 22 eeste mês. A manifestação ocorre um dia depois de o governo de Donald Trump oficializar a tarifa como desfecho da investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial americana. A medida atingirá milhares de produtos exportados pelo Brasil, embora uma lista de exceções preserve itens relevantes da pauta comercial brasileira, como carne bovina, café, suco de laranja, petróleo, gás e componentes aeroespaciais. O governo americano justificou a decisão com alegações de práticas comerciais consideradas desleais pelo Brasil, incluindo questões relacionadas ao Pix, propriedade intelectual, combate ao desmatamento ilegal e acesso ao mercado brasileiro. Amcham pede diálogo e alerta para impactos Na avaliação da Amcham, além de prejudicar exportadores e produtores brasileiros, a sobretaxa poderá elevar custos para empresas e consumidores americanos, reduzir a competitividade da indústria dos Estados Unidos que utiliza insumos brasileiros e ampliar a dependência de fornecedores asiáticos. A entidade também afirma que a medida tende a aprofundar a retração do comércio bilateral, que já acumula queda de 13% neste ano, além de comprometer investimentos e limitar a cooperação em áreas estratégicas, como minerais críticos, energia, economia digital e propriedade intelectual. O presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, defendeu a continuidade das negociações entre os dois governos. — Esperamos que os governos do Brasil e dos Estados Unidos mantenham abertos os canais de diálogo. Embora não tenha sido possível alcançar um acordo, as negociações se intensificaram nos últimos meses e seguem sendo o caminho mais eficaz para a retirada das sobretaxas e a construção de uma agenda bilateral mais ampla. Esse esforço torna-se ainda mais urgente diante da probabilidade de novas tarifas no âmbito da investigação da Seção 301 sobre trabalho forçado, que poderão elevar as sobretaxas sobre produtos brasileiros para até 37,5% — afirmou em nota. A entidade também considerou positiva a exclusão de uma lista expressiva de produtos da sobretaxa, mas defendeu a criação de um mecanismo que permita novas exceções para itens cujas tarifas possam provocar impactos econômicos desproporcionais. Segundo a Amcham, a organização seguirá atuando para aproximar os setores público e privado dos dois países e apoiar iniciativas voltadas ao crescimento econômico, aos investimentos e à geração de empregos. Confira os principais fatos relacionados ao tarifaço dos EUA
Tarifaço afeta US$ 11 bi em exportações do agro e da indústria, diz Câmara do Comércio Americana
Governo Trump anunciou tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Medida entra em vigor no dia 22 deste mês














