Setores industriais potencialmente afetados pelas novas tarifas que os EUA podem aplicar contra o Brasil preveem um cenário de difícil adaptação e torcem para serem incluídos na lista de exceções.
As indústrias brasileiras de ferro-gusa (matéria-prima do aço), madeira processada e calçados, todas com dependência relevante do mercado americano, dizem que seria impossível redirecionar exportações no curto prazo e projetam um combo de diminuição da produção com possível corte de vagas.
Em junho, o USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA), ligado à Casa Branca, concluiu uma investigação comercial apontando que o Brasil lança mão de práticas concorrenciais injustas e discriminatórias.
Citando áreas tão diversas como mercados financeiros, etanol e desmatamento, o relatório do órgão americano sugere a aplicação de uma tarifa de 25% sobre o Brasil. Cabe ao presidente americano, Donald Trump, decidir sobre a aplicação dessa taxa até quarta-feira (15).
"Nós não temos um plano B, por ter essa distribuição bem consolidada ao redor do mundo da produção brasileira", diz Paulo Pupo, superintendente da Abicim (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente).











