É muito legal contar as façanhas de montanhistas, trilheiros, voadores e praticantes das mais diversas modalidades de esportes de aventura. Era sobre algo assim, algo legal, que eu tinha me programado para escrever neste cantinho que me cabe semanalmente. Só que não é nada legal passar batido por mais uma morte como a da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, arremessada de uma ponte abandonada na região de Limeira, no interior de São Paulo, e morta aos 21 anos pela irresponsabilidade, a imperícia e/ou a desatenção de uns cidadãos que vendiam a promessa de adrenalina a 40 metros de altura, e que esqueceram do mais básico do básico: prender a corda ao corpo da menina antes de jogá-la ao vazio.
Assuntos legais que me perdoem, mas não vai ser esta coluna que vai ignorar a morte de Maria Eduarda.
Porque o pior é que casos absurdos como o de Maria Eduarda acontecem praticamente todo fim de semana, com resultados que vão de simples escoriações a ferimentos graves e, sim, mortes. A temporada de montanhismo provoca crises de ansiedade em cada batalhão de bombeiros das imediações das belas paisagens que muitos querem desfrutar e que, infelizmente, tantos enfrentam sem a menor informação ou a mínima e devidíssima orientação. Não há um final de semana desta épocado ano em que não ocorra ao menos um resgate em alguma bela vista que, de sonho, vira pesadelo ou estatística.














