O arremesso da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, do alto de uma ponte abandonada em Limeira, no interior de São Paulo, reacendeu o debate sobre a segurança de atividades como saltos, escaladas e trilhas. Até onde é seguro arriscar a vida sem um mínimo de fiscalização de quem quer que seja?

O pressuposto absurdo que chegou a ser aventado nas redes sociais, sempre elas, foi de que a garota assumiu o risco ao contratar um salto e pagar R$ 180 para sentir a emoção do rope jump, atividade na qual a pessoa salta de determinada altura presa a uma corda (rope, em inglês) e, ao chegar na ponta, fica se balançando em movimento de pêndulo até ser levada para baixo.

Nos vídeos do Instagram, onde ela havia visto o perfil da empresa que nem empresa era, tratava-se tão somente de um grupo de amigos que se diziam especialistas, tudo parecia muito emocionante. E era vendido, como em tantos outros vídeos de esportes radicais, como algo que qualquer um pode fazer. Maria Eduarda não tinha culpa de buscar a adrenalina prometida.

E, não, o que aconteceu não foi acidente.

"Diria que ali os rapazes eram assassinos", resume Rafael Bridi, recordista mundial de highline e dono da agência Natural Extremo, especializada nas atividades mais radicais do montanhismo, rope jump incluído, localizada em Urubici (SC).