É tradição deplorável do federalismo brasileiro que governadores e prefeitos busquem o socorro da União sempre que se encontram em apuros devido a gestões irresponsáveis —ou coisa pior— deles próprios ou de seus antecessores.
Quando as portas do Executivo federal estão fechadas, busca-se a camaradagem do Congresso ou até uma canetada do Supremo Tribunal Federal. É o que a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), faz agora.
Ela pediu que a corte mais alta do país obrigasse o Tesouro a avalizar um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões para salvar o distrital BRB, cujo balanço tem um rombo de dimensões ainda desconhecidas por má gestão e envolvimento nas transações fraudulentas do Banco Master.
Em reunião mediada pelo STF nesta terça (26), discutiu-se a alternativa de apenas ampliar o limite de crédito do DF, sem garantia federal. Melhor assim.
O Tesouro se recusou corretamente a participar da operação com um argumento técnico sólido: o governo distrital tem baixa capacidade de pagamento, merecendo apenas a nota C numa escala de A a D —e garantias federais são reservadas a entes federativos com capacidade A ou B.












