Presidente do TSE se convenceu de que uso de avatar com deepfake como de Bolsonaro na convenção do PL deve ser vetado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro se emociona durante mensagem de versão IA do pai, Jair Bolsonaro, durante convenção do PL — Foto: Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Kassio Nunes Marques foi convencido da necessidade de barrar o uso de avatares pelas campanhas presidenciais, considerando a ferramenta como “deepfake”. Essa técnica, que permite recriar imagens e vozes de pessoas, foi usada pela campanha de Jair Bolsonaro para exibir o ex-presidente na convenção do partido enquanto ele estava preso em sua casa, em Brasília. Segundo integrantes do TSE, Kassio Nunes Marques estava em dúvida sobre qual postura adotar depois que o PT acionou a corte eleitoral em relação ao uso da deepfake de Jair Bolsonaro. Ministros relataram que hoje há maioria no tribunal para vetar a prática, e que Nunes Marques teria sido um dos últimos a aderir a essa posição. A interlocutores, o presidente do TSE tem afirmado que não há como controlar se o impacto do avatar nas campanhas será positivo ou negativo e que, diante disso, o melhor é proibir o uso da ferramenta. Há, no entanto, dúvidas se Nunes Marques será a favor de aplicar multa para punir a campanha de Flávio Bolsonaro pelo uso da deepfake do pai. Um dos argumentos que ele pode usar, segundo interlocutores, é o de que a campanha eleitoral não havia começado quando o evento do PL foi realizado. As campanhas eleitorais começaram oficialmente no dia 16 deste mês. A reunião prevista para esta quinta-feira (13), entre os ministros do TSE, para discutir os limites da inteligência artificial nas campanhas, incluindo o caso de avatares com deepfake, foi adiada. Ministros da corte temem que Nunes Marques possa mudar de ideia e flexibilizar a medida em meio às pressões que vem sofrendo do grupo de Flávio Bolsonaro.