O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL ) defendeu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o uso de inteligência artificial pelas campanhas eleitorais mesmo sem a autorização da pessoa retratada. Com isso, o senador tenta evitar uma punição pelo uso do avatar de Jair Bolsonaro na convenção do PL que formalizou a sua candidatura, em 25 de julho.

A manifestação foi entregue nesta terça-feira (11), véspera da reunião em que os ministros da corte devem debater a regra e se o uso de deepfake para levar o pai do senador ao evento do partido violou a norma eleitoral.

Na ocasião, Flávio argumentou que o pai não sabia que sua imagem seria usada na convenção.

No documento enviado ao TSE, a equipe jurídica de Flávio Bolsonaro afirma que condicionar o uso de IA ao prévio consentimento significaria "praticamente eliminar a ferramenta, de forma anacrônica, do ambiente eleitoral".

A aplicação da ferramenta estaria proibida, segundo argumenta a defesa do senador à corte eleitoral, apenas quando não é transparente ou é usada para disseminar mentiras.