Eleições 2026
A defesa do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) defendeu em parecer ao Tribunal Superior Eleitoral, nesta segunda-feira 10, que a inteligência artificial apenas ampliou recursos técnicos já disponíveis, “não sendo viável nem mesmo factível sua completa eliminação da vida política”.
No novo parecer, que complementou a resposta submetida à Corte Eleitoral no mês passado, a defesa diz que não é “constitucionalmente legítimo presumir” que todo uso da ferramenta resulte em fraude ou contribua para a manipulação ilícita do eleitor. “Fantoches, animações, caricaturas, avatares, dublagens, charges, personagens digitais e representações gráficas sempre integraram a comunicação política. A inteligência artificial apenas ampliou os recursos técnicos disponíveis”, diz o parecer.
A manifestação ocorre às vésperas de uma reunião entre os ministros do TSE para tratar do vídeo falso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em evento partidário de Flávio. A Federação Brasil da Esperança, autora da ação, alegou ter havido propaganda eleitoral antecipada e uso irregular de IA. O caso chegou também ao Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes ainda não decidiu se o ex-presidente descumpriu medida cautelar, mas alertou que o uso de deep fake é proibido pelo TSE.












