A defesa de Flávio Bolsonaro (PL) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (28), argumentos na ação que acusa a campanha de propaganda antecipada e uso irregular de inteligência artificial. Segundo os advogados, o vídeo que simulou a voz e a imagem de Jair Bolsonaro não tentou enganar eleitores nem configurou pedido de voto.

O TSE foi acionado pela federação PT-PV-PCdoB depois da convenção que oficializou a candidatura de Flávio. Os partidos apontam que o TSE veda a tecnologia conhecida como deepfake em qualquer circunstância. Eles também acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo suposto descumprimento, por Jair Bolsonaro, de condições da prisão domiciliar.

A ação é vista como mais um teste para o TSE sob Kássio Nunes Marques e para as regras sobre IA na eleição.

O Café da Manhã desta quarta-feira (29) discute o avatar de Bolsonaro, com análises política e jurídica. Os entrevistados são a antropóloga Isabela Kalil, professora da FESPSP e coordenadora do Laboratório de Etnografia Digital, que se prepara para lançar o livro "Política Sintética: A IA Está Mudando as Eleições e a Democracia?" (Diálogos Editora); e o advogado Alberto Rollo, especialista em Justiça Eleitoral.