Manifestação é enviada ao STF após Moraes cobrar explicações e advertir sobre risco de revogação da prisão domiciliar Reprodução do vídeo de Jair Bolsonaro feito por IA exibido na convenção nacional do PL — Foto: Reprodução/YouTube - PL A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira (29) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não autorizou a utilização da sua imagem e voz para a produção de um vídeo elaborado com inteligência artificial (IA) no evento que oficializou o seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como candidato à Presidência, no sábado (25). Segundo os advogados do ex-presidente, ele não poderia ter autorizado o uso das suas imagens, porque está com o direito de visitas suspensos por 30 dias, incluindo o de Flávio, por 90 dias. Também alegaram que seus filhos "sempre utilizaram sua imagem pública no âmbito da atividade político-partidária, reproduzindo fotografias, gravações, pronunciamentos, discursos, entrevistas e demais manifestações públicas, prática notória, contínua e jamais objeto de qualquer oposição por parte do titular desse direito". Na terça-feira (28), o ministro Alexandre de Moraes cobrou explicações do ex-presidente sobre o uso de sua imagem e voz na produção do vídeo. Na decisão, o ministro afirmou que “a eventual concordância” com a produção violaria a proibição imposta ao ex-presidente de divulgar manifestos político-eleitorais, inclusive por terceiros e independentemente do meio utilizado. Moraes ainda advertiu que eventual descumprimento de ordem judicial poderia resultar na revogação da prisão domiciliar. O ex-presidente foi condenado a 27 anos de prisão em regime fechado por tentativa de golpe de Estado, mas desde março foi autorizado por Moraes a cumprir a pena em casa por questões de saúde.