O vídeo feito com inteligência artificial em que Jair Bolsonaro declara apoio à candidatura do filho Flávio Bolsonaro, exibido na convenção nacional do PL no sábado (25), pode levar à apuração de eventual descumprimento das restrições impostas ao ex-presidente pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

A responsabilização dependerá de indícios de que Bolsonaro participou ou autorizou a mensagem, na opinião do advogado criminalista Jhonatan Fernando Ferreira.

Exibida no telão da convenção, a peça reproduziu a imagem e a voz de Bolsonaro, dizendo estar "preso e calado" por uma decisão "injusta e arbitrária" e pede que os presentes recebam Flávio como "a pessoa que escolhi para me substituir".

A PGR (Procuradoria-Geral da República) foi acionada para investigar o vídeo. Parlamentares do PT dizem que a peça pode ter sido usada para contornar as restrições impostas pelo STF.

Flávio se emocionou ao assistir ao vídeo e, em discurso, afirmou que o pai é perseguido e vítima da "maior farsa" da história do país. A convenção, realizada no Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo, oficializou a candidatura do senador à Presidência da República.