Defesa diz que vídeo exibido na convenção do PL foi manifestação intrapartidária, sem pedido de voto, e compara caso a peças usadas pelo PT 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro se emociona durante mensagem de versão IA do pai, Jair Bolsonaro, durante convenção do PL — Foto: Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/07/2026 - 11:32 Defesa de Flávio Bolsonaro pede ao TSE rejeição de ação do PT sobre vídeo de IA A defesa de Flávio Bolsonaro solicitou ao TSE que rejeite a ação do PT contra um vídeo de IA exibido na convenção do PL, alegando que não houve propaganda antecipada nem "deep fake". Os advogados compararam a situação a estratégias usadas pelo PT, como máscaras de Lula. A peça é vista como apoio político intrapartidário, sem pedido explícito de voto, e a IA foi sinalizada de forma clara. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido para que a Corte rejeite a ação do PT contra um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro produzido com inteligência artificial e exibido durante a convenção nacional do PL. Na peça, a defesa do parlamentar cita que o partido de Lula já utilizou estratégias semelhantes ao usar máscaras para representar o atual mandatário, no período que estava preso, e em postagens referentes ao escândalo do Master. Os advogados sustentam que o conteúdo não configura propaganda eleitoral antecipada nem "deep fake" e afirmam que partidos da própria federação autora utilizam recursos semelhantes em sua comunicação. A manifestação foi apresentada ao ministro Kassio Nunes Marques, relator do caso. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, pede a retirada do vídeo em que um vídeo de Jair Bolsonaro feito com inteligência artificial declara apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, sob o argumento de que houve propaganda antecipada potencializada pelo uso da IA. Na petição, os advogados afirmam que a tese da federação adota uma "estranha métrica" ao tentar criminalizar a chamada "transferência de capital político" entre lideranças partidárias. Para ilustrar o argumento, reproduzem imagens divulgadas pelo próprio PT, entre elas uma publicação da campanha de Fernando Haddad em 2018 com a frase "Agora Haddad é Lula e Lula é Haddad" e outra em que um apoiador aparece usando uma máscara do presidente da República. Segundo a defesa, as peças também representam a associação entre uma liderança política e um candidato sem que isso tenha sido considerado ilícito. Os advogados também mencionam uma publicação recente da Federação Brasil da Esperança sobre o caso Master para sustentar que a autora da ação mantém intensa atividade de comunicação política durante o período pré-eleitoral. A petição afirma que a coligação critica o vídeo exibido pelo PL enquanto continua publicando "milhares de peças promocionais" nas redes sociais. A defesa sustenta que o vídeo foi exibido em um ambiente exclusivamente intrapartidário e que a mensagem atribuída a Bolsonaro não contém pedido explícito de voto. Segundo os advogados, expressões como "o futuro é Flávio Bolsonaro" e o pedido para que os convencionais "recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir" representam apenas manifestações de apoio político, insuficientes para caracterizar propaganda antecipada segundo a jurisprudência do TSE. A petição também rebate a acusação de uso irregular de inteligência artificial. Os advogados afirmam que o vídeo não pode ser classificado como "deep fake", pois continha avisos informando que se tratava de conteúdo produzido por IA, sem tentativa de induzir o público ao erro. Na avaliação da defesa, o avatar utilizado na convenção representa apenas uma versão tecnológica de recursos tradicionais de campanhas eleitorais, como bonecos, cartazes e máscaras de candidatos.
Campanha de Flávio cita máscara de Lula e post sobre Master ao pedir que TSE rejeite ação por vídeo de IA de Bolsonaro
Defesa diz que vídeo exibido na convenção do PL foi manifestação intrapartidária, sem pedido de voto, e compara caso a peças usadas pelo PT














