Decisão impede novas licitações de áreas ambientalmente sensíveis nas bacias Potiguar, Sergipe-Alagoas e Espírito Santo e reconhece argumentos apresentados pelo Instituto sobre riscos à biodiversidade 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bacia Potiguar tem blocos incluídos na decisão da Justiça — Foto: Reprodução Uma ação movida pelo Instituto Internacional Arayara contra a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a União e o presidente do Conselho Nacional de Política Energética levou a Justiça Federal a suspender a oferta de 18 blocos exploratórios de petróleo e gás localizados em áreas ambientalmente sensíveis das bacias Potiguar, Sergipe-Alagoas e Espírito Santo. Na ação, a Arayara apresentou documentos técnicos indicando que áreas incluídas na oferta de blocos de petróleo e gás se sobrepunham ou interferiam em unidades de conservação, corredores ecológicos, territórios quilombolas, áreas de reprodução de espécies ameaçadas e regiões de elevada importância para a biodiversidade. Ao acolher os pedidos, a Justiça determinou que os réus se abstenham de realizar novas rodadas de licitação envolvendo as áreas questionadas enquanto não houver comprovação de sua regularidade técnico-ambiental, respaldada por manifestações fundamentadas e favoráveis dos órgãos ambientais competentes. Ao analisar o caso, o juiz federal substituto Manoel Pedro Martins de Castro Filho rejeitou o argumento de que a avaliação dos impactos poderia ser deixada exclusivamente para o futuro licenciamento ambiental. A sentença, publicada nesta segunda-feira, representa uma vitória para a Arayara, maior ONG de litigância ambiental da América Latina, reforçando a necessidade de avaliação prévia dos riscos ambientais antes da inclusão de áreas em rodadas de licitação. Os réus podem recorrer da sentença, mas a suspensão permanece em vigor enquanto não houver decisão que a modifique.
Justiça acolhe ação do Instituto Arayara e suspende oferta de 18 blocos de petróleo e gás
Decisão impede novas licitações de áreas ambientalmente sensíveis nas bacias Potiguar, Sergipe-Alagoas e Espírito Santo e reconhece argumentos apresentados pelo Instituto sobre riscos à biodiversidade










