Eleições 2026
Nesta semana, foi oficializada a assinatura dos memorandos de entendimento que preveem o acordo entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e big techs para a mitigação de conteúdos falsos disseminados nas redes. Os documentos, que sugerem os esforços conjuntos entre as entidades, contam com a participação das companhias de inteligência artificial ElevenLabs, Anthropic e OpenAI — as duas últimas sendo donas do Claude e ChatGPT, respectivamente — e das empresas de redes sociais Google, Kwai, LinkedIn, Meta, TikTok, Telegram e X.
Os acordos preveem a intensificação das medidas contra o uso ilegal de inteligência artificial para manipular vozes e imagens de candidatos. A iniciativa dá continuidade ao programa permanente de enfrentamento à desinformação eleitoral, adotado pelo TSE para proteger a legitimidade do processo eleitoral.
Na prática, porém, os memorandos têm caráter voluntário e não preveem punições em caso de descumprimento. Em entrevista a CartaCapital, Liz Nóbrega, coordenadora de Comunicação Estratégica e Inovação do Aláfia Lab, explica como os documentos assinados pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, se encaixam nas demais camadas de fiscalização eleitoral.











