“O crítico Bielínski, que havia depositado grandes esperanças no autor de ‘Gente Pobre’, não escondeu sua decepção. Na sua opinião, a novela era um ‘enigma surpreendente da sua fantasia mirabolante’. E não só Bielínski, mas a crítica em geral tomou a publicação de ‘A Senhoria’ como a prova definitiva da falta de talento do escritor” – Fátima Bianchi

Dostoiévski foi um dos autores à frente do próprio tempo. Não é de estranhar que a crítica não conseguisse aquilatar o talento extraordinário do russo, sem dúvida um dos maiores escritores de todos os tempos.

Unir o coletivo ao individual deveria ser tarefa fácil, mas ainda temos resistência a isso, assim como não vemos o automatismo evidente que existe entre as relações interpessoais e as internacionais.

Nesse sentido, Lula inova, mais uma vez, ao propor um grupo de “Amigos da Paz“.

Com efeito, demonstra, a um só tempo, ser capaz de superar pautas vencidas, como a reforma do Conselho de Segurança da ONU, e identificar que a paz é a condição sine qua non de todo e qualquer desenvolvimento social, incluindo o combate à fome, tônica de seus mandatos anteriores.