Brasil tem de ser pragmático em negociação com EUA, diz Roberto Azevêdo Roberto Azevêdo: cada país “está tentando salvar a sua própria pele” porque retaliação coordenada seria vista pelos EUA como “gesto hostil” — Foto: Ana Paula Paiva/Valor O Brasil, assim como os demais países que estão sendo tarifados por iniciativas unilaterais dos EUA desde o ano passado, precisa agir com pragmatismo e negociar questões de interesse dos americanos que tragam vantagens locais. O ambiente em que tratativas comerciais seguiam regras internacionais claras ficou para trás e quem souber conduzir o diálogo sobrepondo os objetivos econômicos aos interesses políticos conseguirá se sair melhor em termos de acesso ao mercado americano. Esta é a análise do embaixador Roberto Azevêdo, diplomata brasileiro que foi diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o cargo mais alto do organismo, de 2013 a 2020.

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