0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Secretário de Estado americano, Marco Rubio, acusou o governo brasileiro de não ter negociado com boa-fé com os EUA em post — Foto: ERIC LEE /AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 09:44 EUA acusam Brasil de má-fé enquanto impõem tarifas elevadas Os EUA utilizam coerção na política externa, mas acusam o Brasil de má-fé nas negociações, destaca Carlos Frederico de Souza Coelho, da PUC-Rio. Após novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, o post de Marco Rubio revela a hipocrisia e interesses políticos por trás das medidas. A lista de isenções visa proteger setores frágeis nos EUA, evitando inflação doméstica, crucial às vésperas das eleições. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O post do secretário de Estado americano, Marco Rubio, publicado logo após o anúncio das novas tarifas de 25% sobre produtos importados do Brasil, no qual acusa o governo brasileiro de não ter negociado com os Estados Unidos de boa-fé, "escancara a hipocrisia da medida e os objetivos políticos do tarifaço". A avaliação é de Carlos Frederico de Souza Coelho, professor de Relações Internacionais da PUC-Rio e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), que acaba de voltar de Berlim, na Alemanha. Lá, ele foi um dos especialistas a apresentar a terceira edição do relatório Potências Médias Emergentes, elaborado a partir de entrevistas com especialistas em política externa do Brasil, Alemanha, Índia, Indonésia e África do Sul. — Os Estados Unidos fazem uso da coerção como instrumento de política externa, e foi o Brasil que não negociou de boa-fé? O post de Rubio não surpreende, era até esperado. Mas escancara a hipocrisia da medida e os objetivos políticos do tarifaço, um "tiro" que acredito possam acabar saindo pela culatra — avalia Carlos Frederico. O professor chama a atenção para o fato de que a longa lista de exceções não tem relação com concessões aos exportadores brasileiros. O objetivo, ressalta, é preservar setores em que o mercado americano apresenta fragilidades e evitar impactos sobre a inflação doméstica dos Estados Unidos, o que seria indesejável para o governo, especialmente diante da proximidade das eleições de meio de mandato. — A lista de isenções não é uma concessão ao Brasil. É uma confissão americana, porque mapeia, produto por produto, onde os Estados Unidos não podem arcar com o custo da própria política.
'EUA fazem uso da coerção como instrumento de política externa e foi o Brasil que não negociou de boa-fé?', questiona especialista
'EUA fazem uso da coerção como instrumento de política externa e foi o Brasil que não negociou de boa-fé?', questiona especialista











