País é acusado de falhas no combate à importação de bens feitos com trabalho forçado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião bilateral na Cúpula da Asean em Kuala Lumpur, na Malásia, no último domingo (26) — Foto: Ricardo Stuckert/PR RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 09:07 EUA Avaliam Nova Tarifa de 12,5% contra Produtos Brasileiros por Importações Duvidosas Os EUA consideram uma taxa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, acusando o Brasil de importar bens de países que utilizam trabalho forçado, após já terem imposto uma tarifa de 25%. A investigação do USTR aponta falhas brasileiras na proibição dessas importações, afetando produtos como alumínio e eletrônicos. A medida visa combater a competição desleal com o mercado americano. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após o novo tarifaço anunciado pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros, os Estados Unidos ainda avaliam uma nova taxa de 12,5%, sob acusação de que o Brasil tem comprado bens produzidos por outros países com trabalho forçado. Segundo a investigação do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na silga em inglês) aponta que o Brasil compra produtos de nações que não adotam boas práticas trabalhistas. Dessa forma, os produtos chegariam ao Brasil barateados, causando uma competição desleal com o mercado americano. No total, 60 países foram alvos desta investigação sobre trabalho forçado A investigação coloca o Brasil no grupo de países que importaram produtos que teriam sido feitos com trabalho forçado entre 2021 e 2025. São cinco produtos listados no caso brasileiro: alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco O USTR sustenta que o Brasil “falhou em impor e aplicar de forma efetiva” uma proibição de importação de bens feitos com trabalho forçado e afirma que, embora o país cite compromissos em acordos de investimento e comércio, essas regras não proibiriam expressamente a entrada, no mercado doméstico, de mercadorias produzidas total ou parcialmente com trabalho forçado em outro país. O argumento principal é em torno da compra de bens de outros países que não aplicam leis trabalhistas, mas a investigação também aponta uso de trabalho forçado no Brasil em certas atividades. O Brasil e outros 53 países são alvo da proposta de 12,5%. Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão, tiveram propostas tarifas de 10%. Segundo os Estados Unidos, essas economias impõem uma proibição à importação de produtos feitos com trabalho forçado e se comprometeram a fazer cumprir essa proibição por meio de um Acordo de Comércio Recíproco ou adotaram um regime parcial para impedir importação de determinados bens produzidos com trabalho forçado. Tarifa de 25% Ontem, o governo americano publicou na madrugada a decisão de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com uma lista de exceções que abrange produtos importantes da pauta de exportações do Brasil, como carne e suco de laranja. A medida entra em vigor na semana que vem, em 22 de julho. A taxação deixará de fora laranja, suco de laranja, carne, café, petróleo e gás, além de peças e componentes aeroespaciais. Todos esses são produtos importantes da pauta de exportações brasileiras para os EUA.
Após tarifaço, EUA avaliam ainda taxa de 12,5% ao Brasil por acusação ligada a trabalho forçado
País é acusado de falhas no combate à importação de bens feitos com trabalho forçado
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