Trump usa tarifas como pressão sobre seus parceiros; como o Brasil pode lidar com isso?O colunista Marcos Jank observa que o País precisa melhorar as relações, 'machucadas', para buscar ampliar a lista de exceções, enquanto diversifica mercados. Crédito: Edição: Ariel LiborioO presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, criticou a decisão dos EUA de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, anunciada em 15 de julho. Motta defendeu a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica como resposta. Ele destacou que medidas protecionistas prejudicam a economia e ameaçam empregos no Brasil. A Câmara acompanhará o caso e atuará na defesa dos interesses nacionais, reforçando a união do país na proteção de seu setor produtivo e dos empregos dos brasileiros.O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), repudiou a decisão do governo dos Estados Unidos que impôs, na quarta-feira, 15, tarifa de 25% sobre produtos importados do Brasil. Além do repúdio, o deputado defendeu o uso da Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional, como resposta aos Estados Unidos. A manifestação de Motta foi feita no fim da noite desta quinta-feira, 16, por nota.O presidente da Câmara destacou que o parlamento brasileiro apoia o diálogo respeitoso entre nações soberanas, mas discorda do uso de barreiras comerciais como instrumento de ingerência ou pressão política. “Contamos com a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso, como instrumento legítimo de defesa dos interesses nacionais”, frisou.O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta Foto: Wilton Junior/EstadãoAinda na nota, ele disse que “medidas unilaterais e protecionistas como essas prejudicam a economia, ameaçam empregos e penalizam setores produtivos estratégicos que geram renda e desenvolvimento no País. Não há justificativa técnica ou comercial que legitime essa agressão ao livre-comércio e à soberania brasileira”.PublicidadeLeia tambémTarifaço de Trump deve atingir 36,5% das exportações do agro brasileiro aos EUA, diz CNANo mundo do tarifaço, vale a lei da selva, e o Brasil tem questões a resolver, diz Rubens BarbosaTarifaço de Trump confirma o diagnóstico de que foi uma decisão sem fundamentação técnicaMotta reforçou ainda que a Câmara dos Deputados acompanhará de perto os desdobramentos do tarifaço e “atuará com responsabilidade e firmeza na defesa dos interesses do País”. E complementou: “O Brasil permanece unido na proteção de seu setor produtivo, de seus exportadores e, sobretudo, dos empregos dos brasileiros.”