CEO da empresa menciona necessidade de reduzir mais 50 mil vagas, além das 50 mil já acordadas. Cortes, no entanto, precisam da aprovação do conselho de supervisão da montadora 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Oliver Blume, CEO da Volkswagen, vem tentando enxugar a estrutura da maior montadora da Europa — Foto: Angel Garcia/Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/07/2026 - 11:19 Volkswagen Anuncia Corte de 100 Mil Empregos para Competitividade Global A Volkswagen confirmou a intenção de cortar 100 mil empregos globalmente, conforme comunicado do CEO Oliver Blume. A medida visa aumentar a competitividade e necessita da aprovação do conselho de supervisão. A empresa enfrenta desafios como queda nas vendas na China e custos elevados. Blume propõe alternativas para evitar fechamento de fábricas, mas enfrenta resistência interna. As incertezas sobre o plano persistem. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Volkswagen pode precisar cortar cerca de mais 50 mil postos de trabalho em todo o mundo, para alcançar o mesmo nível de competitividade de seus concorrentes. A afirmação foi feita pelo CEO Oliver Blume em um comunicado interno enviado aos funcionários, confirmando, pela primeira vez, que a montadora estuda reduzir em até 100 mil o número de empregos. O plano de duplicar o corte de empregos necessita da aprovação do conselho de supervisão da multinacional na Alemanha. Blume está conduzindo uma ampla reestruturação destinada a reduzir os custos da maior fabricante de automóveis da Europa, cujos lucros encolheram diante de bilhões de euros em custos relacionados a tarifas, da forte concorrência na China e da pressão para tornar sua rede de fábricas na Alemanha mais eficiente. Os custos indiretos da fabricante alemã são cerca de um quinto mais altos do que os de seus concorrentes, afirmou Blume em uma entrevista publicada na intranet da Volkswagen. Alcançar um nível equivalente ao da concorrência implicaria uma "redução teórica" de aproximadamente 50 mil vagas, além de um número semelhante já previsto em um programa de corte de custos lançado em 2024, acrescentou o executivo. "O quadro de funcionários do grupo vem crescendo há décadas e atingiu um nível que já não é sustentável nas condições atuais", afirmou Blume, segundo o comunicado ao qual a Bloomberg News teve acesso. "Isso se deve às mudanças nos mercados e aos impactos negativos de fatores que estão fora do nosso controle, os quais representam perdas na casa de dezenas de bilhões de euros." Perspectivas incertas para plano de reestruturação A Volkswagen atravessou semanas turbulentas, com a piora das perspectivas para os negócios renovando a pressão por novos cortes de custos. O plano de Blume — que inclui a duplicação do corte originalmente previsto de 50 mil empregos e o possível fechamento de quatro fábricas na Alemanha — enfrentou resistência dos representantes dos trabalhadores e não obteve o apoio inicial do conselho de supervisão. As deliberações de Blume, incluindo os cortes adicionais de empregos, fechamento de fábricas no território alemão e possivelmente até mesmo a separação da marca VW do restante da extensa montadora, foram rejeitadas por 12 dos 19 membros do conselho de supervisão em uma reunião realizada na última quinta-feira, em Wolfsburg. As unidades sob risco são as de Emden, Hanover, Zwickau e Neckarsulm. Após a reunião de quinta-feira do conselho de supervisão, a direção da montadora apresentou apenas objetivos gerais, incluindo um esforço para reduzir a complexidade de sua ampla gama de produtos, concentrando a oferta nos segmentos de mercado considerados mais atraentes. Sem o apoio dos representantes dos trabalhadores, que ocupam 10 das cadeiras do conselho, e do governo do estado da Baixa Saxônia, segundo maior acionista da empresa, as perspectivas o abrangente plano de reestruturação de Blume são incertas. "Também é verdade que, neste momento, não podemos confirmar uma alocação competitiva para essas fábricas", disse o executivo, referindo-se ao processo de definição dos modelos de veículos que serão produzidos na extensa rede de unidades industriais da companhia. A Volkswagen, que emprega mais de 657 mil pessoas em todo o mundo, enfrenta uma série de desafios que também afetam concorrentes como Stellantis, BMW e Mercedes-Benz. Entre eles, o mais significativo é a queda nas vendas na China, onde os consumidores enfrentam os efeitos de uma prolongada crise no setor imobiliário. As tarifas impostas pelos Estados Unidos também vêm prejudicando os lucros das marcas de luxo Audi e Porsche, tradicionalmente altamente rentáveis. Somados à fraqueza do mercado europeu, os elevados custos da Volkswagen e a baixa utilização de suas fábricas colocaram a eficiência operacional da empresa no centro das atenções. No mês passado, Blume afirmou que o modelo de negócios da companhia, baseado no desenvolvimento e na exportação de veículos produzidos na Alemanha, já não é mais viável. No mês passado, a Volkswagen vendeu uma participação de 51% em sua divisão de motores navais Everllence, obtendo cerca de € 7,4 bilhões (US$ 8,5 bilhões) com a operação. A empresa possui um portfólio de mais de 2 mil participações e negócios, que, segundo Blume, representa "uma área importante para mudanças". O grupo também é proprietário da marca de motocicletas Ducati e detém uma participação na fabricante americana de baterias de estado sólido QuantumScape. A companhia pretende avaliar quais ativos de seu portfólio efetivamente contribuem para seu negócio principal de automóveis e para a geração de retornos financeiros.
Volks confirma intenção de cortar 100 mil empregos em comunicado a funcionários
CEO da empresa menciona necessidade de reduzir mais 50 mil vagas, além das 50 mil já acordadas. Cortes, no entanto, precisam da aprovação do conselho de supervisão da montadora














