Executivo busca reduzir tensão com sindicatos após vazamento de plano que previa até 100 mil demissões e fechamento de unidades na Alemanha 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O CEO da Volkswagen, Oliver Blume — Foto: Angel Garcia/Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/07/2026 - 11:48 CEO da Volkswagen tenta acalmar tensão sindical após plano de corte O CEO da Volkswagen, Oliver Blume, busca acalmar tensões com sindicatos após vazamento de plano de reestruturação que prevê 100 mil demissões e fechamento de fábricas na Alemanha. Blume destacou “soluções mais inteligentes” para reduzir custos sem encerrar unidades. A Volkswagen já reduziu custos em 20% na Alemanha, mas enfrenta desafios com queda de vendas na China e concorrência acirrada. O conselho de trabalhadores expressou perda de confiança em Blume, exigindo explicações diretas aos funcionários. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, afirmou que existem "soluções mais inteligentes" para reduzir custos do que fechar fábricas e elogiou o progresso já alcançado pela montadora nessa área, em declarações que podem ajudar a reduzir as tensões com o sindicato da empresa. Representantes dos trabalhadores acusaram Blume de espalhar insegurança entre os funcionários e exigiram que ele se explique diretamente aos empregados, após detalhes de um amplo plano de reestruturação — que incluiria até 100 mil cortes de empregos e o fechamento de fábricas na Alemanha — serem divulgados pela imprensa. Em entrevista publicada na edição de domingo do jornal alemão Bild, Blume indicou que descarta o fechamento de fábricas, ao afirmar que "há soluções mais inteligentes" para a maior montadora da Europa. Segundo ele, no ano passado a Volkswagen conseguiu reduzir, em média, em 20% os custos de suas unidades na Alemanha, classificando o resultado como um "forte progresso". — Nossos produtos são muito populares, apenas não estamos ganhando dinheiro suficiente com eles , disse — Blume ao jornal. — Por isso, precisamos continuar reduzindo custos, em todas as áreas. Sem o apoio dos representantes dos trabalhadores, que ocupam 10 das cadeiras no conselho de supervisão da companhia, o futuro do plano de reestruturação do CEO é incerto. Segundo a imprensa local, a proposta foi rejeitada por 12 dos 19 integrantes do conselho durante uma reunião realizada na quinta-feira, em Wolfsburg. O conselho de trabalhadores da Volkswagen afirmou no sábado que houve uma "perda maciça de confiança" em Blume depois que os detalhes do plano vazaram antes da reunião do conselho. Segundo o órgão, "praticamente nada" da boa vontade conquistada pelo executivo desde que assumiu o comando da empresa, em 2022, permanece, e ele terá de prestar esclarecimentos aos funcionários em encontros que ocorrerão após o recesso de verão europeu. Após a reunião do conselho de supervisão, a direção da montadora apresentou apenas objetivos gerais, incluindo um esforço para reduzir a complexidade de sua ampla gama de produtos, concentrando a oferta nos segmentos de mercado considerados mais atraentes. — Nosso objetivo é aumentar o volume de vendas por modelo e, por isso, estamos simplificando sistematicamente nosso portfólio de produtos — afirmou Blume ao Bild. Além dos custos relativamente elevados com mão de obra e energia e das cargas burocráticas, a Volkswagen enfrenta o aumento da concorrência e a queda da demanda na China, enquanto as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos reduziram a rentabilidade de suas marcas de luxo Audi e Porsche. “O ambiente em que operamos nunca foi tão desafiador ou repleto de riscos como é hoje, com tensões geopolíticas, barreiras comerciais, regulamentações, mudanças no mercado e uma concorrência intensa”, disse Blume ao jornal.