Fontes afirmam que o presidente-executivo, Oliver Blume, planeja cortar até 100 mil empregos e fechar quatro fábricas na Alemanha, o que gerou protestos em massa Torre de entrega de carros da Volkswagen na fábrica da montadora alemã em Wolfsburg, Alemanha — Foto: REUTERS/Annegret Hilse/Foto de Arquivo A Volkswagen anunciou, nesta quinta-feira (9), planos para reduzir drasticamente sua linha de modelos e diminuir ainda mais a capacidade de produção, após uma reunião do conselho de supervisão para discutir uma ampla reestruturação da montadora. A maior montadora da Europa afirmou que a linha de modelos seria gradualmente reduzida em até metade e concentrada nos segmentos de mercado mais atraentes, acrescentando que a capacidade de produção seria reduzida ainda mais para 9 milhões de veículos por ano. Fontes afirmaram que o presidente-executivo, Oliver Blume, planeja cortar até 100 mil empregos e fechar quatro fábricas na Alemanha, o que gerou protestos em massa dos trabalhadores em todas as unidades da Volkswagen na Alemanha nesta quinta-feira (9). Enfrentando altos custos e excesso de capacidade no mercado interno, crescente concorrência chinesa e tarifas de importação dos EUA, a Volkswagen está sob pressão sem precedentes para reestruturar o modelo de negócios que sustentou seu sucesso por décadas. A perspectiva de fechamento de fábricas e cortes profundos de empregos em uma das empresas mais tradicionais da Alemanha, fundada há 89 anos, também ressalta os desafios para a maior economia da Europa, que enfrenta um crescimento fraco e altos custos de mão de obra e energia. Em uma reunião do conselho de supervisão na sede da Volkswagen, em Wolfsburg, nesta quinta-feira, Blume enfrentou os influentes representantes dos trabalhadores no conselho, que se opõem a cortes mais profundos em todo o grupo, que inclui as marcas Audi e Porsche.