A Volkswagen planeja cortar até 100 mil empregos e encerrar a produção em quatro fábricas na Alemanha, em uma aceleração significativa de seus planos de redução de custos, enquanto a maior montadora da Europa busca conter o rápido avanço das rivais chinesas.
O corte significaria a eliminação de quase um em cada seis dos aproximadamente 625 mil postos de trabalho da empresa em todo o mundo, tornando-o um dos maiores programas de demissões da história. A VW se recusou a comentar o novo plano e não informou se o Brasil faz parte dos cortes.
Se concluído, o plano de demissão provavelmente será objeto de duras negociações com os sindicatos e poderia se tornar um dos maiores cortes em massa da história, superando os 74 mil empregos eliminados pela General Motors nos anos 1990 e os 60 mil removidos pela IBM em 1993.Em março, a montadora já havia divulgado que demitirá 50 mil trabalhadores na Alemanha até o final de 2030 e que queria reduzir sua capacidade de fabricação de automóveis no país em 500 mil unidades.
O plano mais recente, divulgado inicialmente pela revista alemã Manager Magazin, pode levar à eliminação de outros 50 mil postos de trabalho, segundo uma pessoa familiarizada com o tema.










