O plano da Volkswagen de cortar até 100 mil empregos e fechar quatro fábricas na Alemanha enfrenta um grande desafio nesta quinta-feira (9), quando os grupos que controlam a maior montadora da Europa se reúnem para discutir as propostas, enquanto trabalhadores protestam contra a reestruturação.
Diante de altos custos e excesso de capacidade no mercado interno, da crescente concorrência chinesa e das tarifas de importação dos EUA, a Volkswagen está sob pressão sem precedentes para reestruturar o modelo de negócios que sustentou seu sucesso por décadas.
A perspectiva de fechamento de fábricas e cortes drásticos de empregos em uma das empresas mais tradicionais da Alemanha, fundada há 89 anos, também ressalta os desafios para a maior economia da Europa, que enfrenta um crescimento fraco e altos custos de mão de obra e energia.
Em uma reunião do conselho fiscal na sede da Volkswagen em Wolfsburg prevista para esta tarde (horário local) o presidente-executivo Oliver Blume precisará convencer os influentes representantes sindicais do conselho a aceitar cortes mais profundos em todo o grupo, que inclui as marcas Audi e Porsche.
Ele também está sob pressão das famílias proprietárias da Porsche e da Piech, cujos principais investimentos perderam dezenas de bilhões de euros em valor de mercado nos últimos anos.











