Os representantes dos trabalhadores da fabricante de carros Volkswagen na Alemanha bloquearam um amplo plano de reestruturação da companhia, disseram duas pessos da empresa à Reuters nesta sexta-feira (10). Elas ressaltam o desafio que o presidente-executivo da empresa, Oliver Blume, enfrenta para reformular a montadora.

Em uma reunião do conselho de supervisão da empresa, realizada na quinta-feira (9), o colegiado rejeitou, por 12 votos a 7, a proposta apresentada pela administração, após a oposição dos representantes dos trabalhadores, segundo as fontes.

Pessoas ouvidas pela reportagem haviam informado que a proposta de Blume incluía a demissão de até 100 mil empregos em todo o grupo e o possível fechamento de quatro fábricas na Alemanha.

Blume busca tornar o grupo alemão mais enxuto em um momento em que a empresa enfrenta uma concorrência cada vez maior da China, bilhões de euros em custos relacionados às tarifas dos Estados Unidos e preocupações com a competitividade das fábricas na Alemanha.

Contudo, a estrutura de governança da Volkswagen, que concede a maioria no conselho de supervisão aos representantes dos sindicatos e ao Estado da Baixa Saxônia, torna a tomada de decisões mais complexa.