Autorização, segundo líder supremo, ocorreu após ele ter recebido garantias do presidente Masoud Pezeshkian de que os direitos iranianos e os interesses do 'Eixo de Resistência' seriam preservados Um homem passa de scooter por um enorme outdoor que mostra o falecido líder iraniano Aiatolá Ali Khamenei, ao centro, e o Líder Supremo do Irã, Aiatolá Mojtaba Khamenei, com a inscrição em árabe: 'Obrigado, Irã', em Dahiyeh, subúrbio ao sul de Beirute, Líbano, segunda-feira, 15 de junho de 2026 — Foto: AP/Hussein Malla O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, disse nesta quinta-feira (18), em publicações nas redes sociais, que autorizou o memorando de entendimento assinado pelos presidentes do Irã e dos Estados Unidos, apesar de ter uma posição diferente. A autorização, segundo Khamenei, ocorreu após ele ter recebido garantias do presidente Masoud Pezeshkian e de outras autoridades de alto escalão de que os direitos da República Islâmica e os interesses do "Eixo de Resistência", grupo que se opõe à liderança dos EUA e de Israel, seriam preservados. Em uma mensagem escrita à nação iraniana, Khamenei afirmou que Pezeshkian, na condição de chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, assumiu a responsabilidade de garantir que o acordo proteja os interesses do país persa e se comprometeu a não ceder caso Washington apresente o que ele descreveu como exigências excessivas. “Como vocês já sabem, foi assinado um memorando de entendimento entre os presidentes do Irã e dos Estados Unidos. No processo que levou a esta etapa, as autoridades, movidas pela preocupação e pela boa-fé, fizeram amplos esforços — e, evidentemente, foi o presidente americano quem, por desespero, recorreu a todos os tipos de instrumentos para que isso acontecesse”, escreveu o líder supremo em uma das postagens no X. Khamenei acrescentou que futuras negociações presenciais com os Estados Unidos não significarão aceitar "a posição do inimigo" e que “o estimado presidente afirmou que, se o lado americano tentar extrapolar os limites, eles não cederão”.