Mais cedo nesta segunda-feira, Donald Trump afirmou nas redes sociais que uma reunião com o país persa seria realizada na terça-feira em Doha, no Catar, sem dar mais detalhes Mulheres conversam em frente a uma faixa com uma imagem do falecido Líder Supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei, beijando a cabeça do falecido comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã, o General Qassem Soleimani, morto em um ataque de drone americano em 2020 no Iraque, enquanto aguardam o sinal verde para atravessar um cruzamento no centro de Teerã, Irã, na segunda-feira, 29 de junho de 2026 — Foto: AP/Vahid Salemi Não há conversas entre Irã e Estados Unidos previstas para os próximos dias, afirmou nesta segunda-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, em comunicado. Segundo ele, uma delegação técnica iraniana viajará ao Catar nesta semana, mas a visita não tem relação com a presença de autoridades americanas no país. Baghaei acrescentou que Teerã ainda não iniciou negociações para um acordo definitivo, já que isso depende da implementação de determinados pontos do memorando de entendimento, o que atualmente é a prioridade do Irã. Mais cedo nesta segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que uma reunião com o Irã seria realizada na terça-feira em Doha, no Catar, sem dar mais detalhes. "O Irã solicitou uma reunião. Ela acontecerá amanhã, em Doha", escreveu Trump em uma publicação em letras maiúsculas na plataforma Truth Social. Logo em seguida, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse à Fox News que os principais enviados do presidente americano, Steve Witkoff e Jared Kushner, participariam das conversas e alertou que a violência por parte de Teerã “será respondida com violência” por Washington. Na última semana, as tensões voltaram a crescer entre EUA e Irã, com ataques de ambos os lados no fim de semana ameaçando comprometer o frágil acordo preliminar de 14 pontos assinado por Trump e por seu homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, em 17 de junho. A nova onda de bombardeios teve início após um projétil iraniano ter atingido um navio de carga no Estreito de Ormuz na quinta-feira, ação que teve retaliação das forças americanas contra o país persa. Como resposta, a República Islâmica ainda lançou mísseis e drones contra instalações militares dos EUA no Kuwait e no Bahrein na madrugada de domingo, logo após o presidente americano ter ameaçado que o país persa deixaria de existir caso não honrasse o acordo para pôr fim à guerra. Também na manhã desta segunda-feira, uma autoridade americana informou que os países concordaram em interromper as trocas de hostilidades mais recentes no Golfo Pérsico e retomar as negociações.
Irã diz que não há negociações com os EUA previstas para os próximos dias
Mais cedo nesta segunda-feira, Donald Trump afirmou nas redes sociais que uma reunião com o país persa seria realizada na terça-feira em Doha, no Catar, sem dar mais detalhes









