Versão de minuta, que a emissora afirmou se tratar de um texto não-oficial, elevou a expectativa em torno de um acordo e afetou imediatamente o preço do petróleo Mulher ergue bandeira iraniana em frente a cartaz anti-EUA que faz referência ao presidente americano, Donald Trump, e ao Estreito de Ormuz, na Praça Valiasr, em Teerã. — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 12:09 Acordo EUA-Irã para Reabrir Estreito de Ormuz em 30 Dias Um memorando negociado entre EUA e Irã prevê a reabertura do Estreito de Ormuz em 30 dias e a retirada da Marinha americana, segundo a TV iraniana. O documento, considerado não-oficial, aumentou expectativas de acordo e impactou o preço do petróleo, que caiu quase 4%. As negociações são mediadas pelo Paquistão e ocorrem em meio a tensões regionais, com o Comando Central dos EUA atacando posições iranianas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Em um momento em que equipes de negociadores de EUA e Irã estão envolvidos em tratativas de um acordo para por fim à guerra no Oriente Médio, a TV estatal iraniana divulgou a versão de uma minuta do memorando de entendimento entre os dois países, prevendo a reabertura do Estreito de Ormuz em um prazo de 30 dias após a assinatura, e a retirada das forças navais americanas da região. A versão, que a própria emissora afirmou se tratar de um texto não-oficial, elevou a expectativa em torno de um acordo e afetou imediatamente o preço do petróleo. O canal IRIB News apresentou a versão da minuta nesta quarta. De acordo com os termos descritos, o Irã se comprometeria em garantir a retomada do fluxo naval por Ormuz ao patamar anterior à guerra — quando circulava pelo estreito o equivalente a 1/5 da produção de petróleo e gás do mundo. Os EUA, por sua vez, retirariam suas forças navais da região, encerrando o bloqueio aos portos iranianos, que Washington manteve em vigor mesmo com a trégua entre os dois países. Ainda segundo o descrito no documento, o trânsito de embarcações militares não estaria incluído nos termos. A gestão da navegação pela rota ficaria compartilhada entre Irã e Omã, que negociam a parte um formato de co-gestão. EUA, Israel e países do Golfo Pérsico, incluindo o Catar, manifestaram-se anteriormente contra a ideia de Teerã ter reconhecidamente poder sobre o trânsito naval. O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou no fim de semana contra comentários sobre os supostos elementos de um acordo, afirmando que um texto final ainda não estava pronto. O diálogo entre Teerã e Washington acontece de forma indireta, mediado pelo Paquistão. Em momentos anteriores, essas tratativas foram descritas como um envio de proposições — sem necessariamente incluir nos termos apenas as questões pré-aprovados pelos dois lados. Apesar disso, o preço do petróleo caiu após a divulgação da notícia. O preço do barril Brent, uma das referências internacionais, recuou quase 4%, para menos de US$ 96. O cenário de um acordo amplo, porém, permanece incerto. Embora Trump tenha sinalizado progressos no fim de semana, e uma reunião de gabinete nesta quarta-feira tenha elevado as expectativas de uma definição sobre o Oriente Médio, o Comando Central dos EUA (Centcom) voltou a atacar posições no Irã no começo da semana — levando a Guarda Revolucionária iraniana a prometer retaliações. Em paralelo, Teerã também deu sinais de algum tipo de normalização. Autoridades iranianas disseram nesta quarta-feira que 25 embarcações, incluindo navios petroleiros e cargueiros, cruzaram Ormuz nas últimas 24 horas, após aceitarem coordenar a passagem com os organismos responsáveis do país. A Guarda Revolucionária afirmou que embarcações de "países hostis" continuam proibidas de passar por Ormuz. (Com NYT e AFP)